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Beatriz Seixas

Adiamento de retorno da Samarco é compreensível, diz Casagrande

Para governador, embora a atividade mineradora seja importante para a economia local, a preservação do meio ambiente e a segurança das pessoas devem vir em primeiro lugar

Publicado em 29 de Janeiro de 2019 às 18:47

Públicado em 

29 jan 2019 às 18:47
Beatriz Seixas

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Beatriz Seixas

Crédito: Vitor Jubini | Arquivo | GZ
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse considerar compreensível o adiamento do retorno das operações da Samarco – controlada pela Vale e pela BHP Billiton -, diante da nova tragédia na qual a mineradora Vale está envolvida, fruto do rompimento da barragem em Brumadinho na última sexta-feira (25), que aconteceu apenas três anos e dois meses depois do acidente com a barragem em Mariana.
Para Casagrande, embora a atividade mineradora seja importante para a economia capixaba – a Samarco representa quase 6% do PIB do Estado -, a preservação do meio ambiente e a segurança das pessoas devem vir em primeiro lugar.
A declaração do governador foi dada na manhã desta terça-feira (29), à coluna, depois que a anglo-australiana BHP anunciou que o cronograma de retomada imediata das operações na planta de Ubu, Anchieta, não será mantido. A expectativa era de que o retorno das atividades acontecesse em 2020, ainda que parcialmente. Agora, não há um novo prazo previsto.
“Lamento que o desastre em Brumadinho possa afetar a programação e o cronograma da Samarco, mas também compreendo que a empresa só pode voltar quando tiver total segurança. Nenhuma vida humana pode ser colocada mais em risco e nenhum desastre ambiental pode acontecer mais”, enfatizou o governador, que participou do lançamento do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás no Espírito Santo, que aconteceu na Casa Firjan, no Rio de Janeiro.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Léo de Castro, deu declarações seguindo a mesma linha de pensamento do governador Casagrande. Castro também participou na manhã desta terça-feira do evento na Firjan, no Rio de Janeiro, que foi promovido pela Findes e organizado pelo Fórum Capixaba de Petróleo e Gás.
Na ocasião, ele conversou com a coluna e reforçou que a segurança deve ser a prioridade, se referindo tanto à Samarco quanto à Vale. “Para a federação, o valor principal deve ser a segurança. Isso é inegociável. Fazemos coro de que a retomada da Samarco só pode acontecer com todas as garantias de segurança. Lógico que torcemos e apoiamos para que a Samarco volte a operar o quanto antes. Afinal, a indústria e o Estado como um todo sofrem com a ausência dela. Mas a retomada não pode ser a qualquer custo”, enfatizou Léo de Castro.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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