Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Desenvolvimento

A infraestrutura como prioridade para aumentar a competitividade do Brasil

O Brasil tem investido menos do que 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor de infraestrutura, quando seriam necessários, no mínimo, de 4% a 5%

Publicado em 02 de Fevereiro de 2023 às 01:58

Públicado em 

02 fev 2023 às 01:58
Arquitetura e Construção

Colunista

Arquitetura e Construção

Cidade, vista urbana, área metropolitana
As cidades e as áreas metropolitanas são motores da economia nacional Crédito: Shutterstock
* Douglas Vaz
Nas últimas décadas, o Brasil tem investido menos do que 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor de infraestrutura, quando seriam necessários, no mínimo, de 4% a 5% do volume do PIB. Sabemos que a base do desenvolvimento econômico e social de um país está relacionada com a capacidade de atrair, direcionar e gerar investimentos em infraestrutura. É histórico que o país investe pouco em infraestrutura.
Essa ausência de investimentos diminui a competitividade e aumenta o custo Brasil - expressão usada para se referir a um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que atrapalham o crescimento do País, influenciam negativamente o ambiente de negócios, encarecem os preços dos produtos nacionais e custos de logística, comprometem investimentos e contribuem para uma excessiva carga tributária.
Sabemos que o maior benefício de projetos de infraestrutura é o aumento de produtividade e o consequente aumento da competitividade da indústria e dos serviços brasileiros.
E o Brasil precisa dobrar o nível de investimentos em infraestrutura para alcançar um patamar adequado e dar um salto na competitividade internacional da economia brasileira.
Estudo do Infra 2038, movimento voltado para o desenvolvimento do setor de infraestrutura e que reúne consultorias e líderes empresariais, estima em R$ 339 bilhões o valor de investimento anual a ser perseguido até 2038 para elevar a qualidade e disponibilidade doméstica, e colocar a infraestrutura do Brasil entre as 20 melhores do mundo no ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial.
Para acelerar os investimentos precisamos de segurança jurídica, marco regulatório e condições seguras para que a iniciativa privada realize investimentos no País. Reforçando que logística de transporte é o meio para economizar e crescer e que mobilidade urbana está atrelada à inovação e à integração de todos os modais.
Uma das alternativas para reduzir esses gargalos na infraestrutura são as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Esse modelo de concessão não é uma fórmula mágica que resolverá todos os problemas da sociedade, mas oferece oportunidades importantes, como a possibilidade de captação de recursos privados para obras que dificilmente o poder público teria como custear, principalmente num contexto de crise fiscal, podendo também quebrar um ciclo muito negativo vivido pelas empresas, principalmente as de construção civil voltadas para o serviço público.
Hoje, 85% da população brasileira vive em áreas urbanas. As cidades e as áreas metropolitanas são motores da economia nacional e palco dos mais graves problemas sociais do país, incluindo a desigualdade no acesso a oportunidades de emprego, tratamento médico e lazer. O investimento em infraestrutura urbana é, assim, uma grande oportunidade para desenvolver a economia local e garantir a melhoria efetiva na qualidade de vida da população.
Reforçando que a infraestrutura é um dos setores que mais cria emprego por real investido. E quando falamos em infraestrutura vem à mente obras de portos, metrô, aeroporto, mas a infraestrutura começa desde uma pequena rede de abastecimento de água, passando por iluminação pública, estradas, até chegar às grandes obras.
Infraestrutura é fundamental. É a base que assegura o funcionamento de uma pequena loja até uma grande indústria.
Ou seja, não se pode continuar negligenciando a infraestrutura, pois ela é garantia de desenvolvimento, de emprego, de melhor qualidade de vida para todos.
* Douglas Vaz é presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES)
Douglas Vaz, presidente do Sinduscon-ES
Douglas Vaz: “O Brasil precisa dobrar o nível de investimentos em infraestrutura para alcançar um patamar adequado e dar um salto na competitividade internacional” Crédito: Sinduscon-ES/Divulgação

Arquitetura e Construção

Análises semanais do setor da construção civil, engenharia, arquitetura e decoração, com especialistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU-ES), e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES).

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
CBN Vitória Ao vivo: rádio completa 30 anos com programação especial
Humorista Gustavo Pardal é destaque em programação gratuita em Vila Velha
Humorista Gustavo Pardal é destaque em evento gratuito de comemoração do Dia das Mães no ES
MPES faz operação contra núcleo feminino do PCC no ES
Operação Irmãs cumpre mandados contra núcleo feminino do PCC no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados