Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Arlindo Villaschi

Com ocupação do Centro, governo acompanha o que acontece no mundo

Reocupação se dará através da utilização de imóveis de sua propriedade e que trará dois resultados. Um financeiro e outro de resgatar o movimento do Centro

Publicado em 19 de Julho de 2019 às 00:53

Públicado em 

19 jul 2019 às 00:53
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

Cidade Alta, no Centro de Vitória Crédito: Bernardo Coutinho
Em tempos de retrocessos internos e de deterioração da imagem do país no exterior, soa bem a notícia de que o governo do Estado pretende reocupar a cidade – como era conhecido antigamente o centro histórico de Vitória. Reocupação que se dará através da utilização de imóveis de sua propriedade e que trará dois resultados. O primeiro, de ordem financeira, deixará de pagar aluguéis altos em áreas de maior valorização.
O segundo, mais importante, é a reversão de movimento que vem desde a década de 1960. A partir do governo Christiano Dias Lopes, os poderes públicos municipal, estadual e federal elegeram a Avenida Beira-Mar, o aterro do Suá e a Reta da Penha como áreas de expansão de suas instalações. Órgãos existentes e novos criados deixaram o centro e contribuíram para a ocupação de novas áreas – como os aterros - e mudança de uso em outras já existentes.
As principais exceções ficam por conta da governadoria – nos palácios Anchieta e da Fonte Grande; de secretarias que ocupam o prédio onde funcionavam escritórios da CVRD em Vitória; e a Receita Federal. A exemplo do poder econômico, o político saiu do centro histórico e o esvaziou.
Esvaziamento acelerado pela mudança no sistema de funcionamento dos transportes públicos da Grande Vitória. Ao valorizar o movimento de passageiros entre terminais, o Transcol contribuiu também para que as principais avenidas do centro se transformassem majoritariamente em áreas de fluxo rápido de veículos.
Esvaziamento do centro histórico que pode ser revertido tanto com o anúncio referente ao uso do patrimônio imobiliário estadual, quanto com uma reconfiguração do corredor que liga o Saldanha à Rodoviária. Reconfiguração que deve priorizar a ampliação de calçadas e espaços de circulação e convívio de pessoas; o uso de faixas exclusivas para transporte público; a mais intensa utilização de espaços culturais ali concentrados.
A atuação do governo estadual na valorização do Centro está em compasso com o que vem acontecendo mundo afora. Territórios estaduais e municipais buscam contribuir com ações concretas de enfrentamento da emergência ambiental provocada pela forma como se produz, habita e circula. Daí a premência de fazer diferente.
A urgência da mudança é total. Mudanças para que países como o Brasil abandonem a agenda criacionista do atual governo federal. Mudanças que resultem em maiores compromissos de Estados e municípios com a sustentabilidade. Que elas venham logo e sempre.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernanda Queiroz, apresentadora da CBN Vitória
CBN Vitória celebra 30 anos com programa "Fim de Expediente" ao vivo da Rede Gazeta
Imagem de destaque
Canhão de caça e fuzil estão entre as onze armas apreendidas por dia no ES
Sucessão patrimonial, patrimônio, herança
Holding: solução patrimonial ou risco fiscal?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados