Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Negociação

BR 101 no ES: governo federal vai ao TCU buscar acordo com EcoRodovias

Diante de um cenário de solução complicada, Ministério dos Transportes decidiu chamar concessionária para conversar e evitar um rompimento

Publicado em 01 de Maio de 2023 às 19:51

Públicado em 

01 mai 2023 às 19:51
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

O Ministério dos Transportes tomou a decisão de acionar a Secretaria de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do Tribunal de Contas da União (TCU), uma câmara de arbitragem criada pela instituição, para tentar um acordo entre as pontas do nó que virou a concessão do trecho da BR 101 que corta do Espírito Santo: o próprio Ministério dos Transportes, Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária EcoRodovias. Tudo mediado pelo Tribunal de Contas e sob a supervisão do governo do Estado, que se sentará à mesa. A primeira reunião conciliação deve acontecer ainda na primeira quinzena de maio.
Matéria especial sobre a BR 101 Norte
BR 101 no Norte do Estado Crédito: Fernando Madeira
Temas complexos como o contorno da reserva de Sooretama, licenciamentos ambientais para as obras do Norte do Estado e revisão de tarifas serão todos debatidos.
A decisão de acionar a arbitragem do TCU, que é uma solução implantada recentemente, ganhou corpo há duas semanas, quando a costura para que o governo do Estado assumisse a concessão, que vinha sendo incentivada pelo governo federal, travou. A EcoRodovias, com o argumento de que vários pontos do contrato assinado em 2013 não foram cumpridos pelo poder público, não abre mão de ser indenizada em algo próximo a R$ 600 milhões.
O governo estadual — que diante da devolução anunciada em julho do ano passado se apresentou para assumir temporariamente a concessão e evitar que as obras de duplicação parassem — só topa colocar dinheiro, R$ 1 bilhão, em obras. Não há chance de pagar indenização.
Diante disso tudo, o governo federal, que é o dono da 101, resolveu chamar todos à mesa. Afinal, as outras alternativas de solução do imbróglio também não são boas. A relicitação, que é o caminho natural, deve levar mais uns dois anos. Além de demorar, é quase consenso entre os técnicos de que as tarifas viriam bem maiores do que em um eventual acordo com a EcoRodovias.
O governo federal acredita ser possível um acordo porque a EcoRodovias, antes de fazer a devolução amigável, tentou uma repactuação junto à ANTT, que acabou não topando. Outro fator que tem pesado é o de a Eco ser tida como boa uma companhia, com serviços relevantes na área de infraestrutura entregues e operando em todo o país.
O objetivo da Secretaria de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do Tribunal de Contas da União é dar celeridade e resolver problemas complexos. A comissão a ser montada tem 90 dias para chegar a uma proposta de solução. Feito isso, o Ministério Público de Contas tem 15 dias para se pronunciar e o ministro-relator tem 30 dias para levar o tema ao plenário do tribunal. Ou seja, respeitados todos esses prazos, no final do segundo semestre teremos uma decisão sobre qual será o futuro da 101 no Estado.
“O governo do Estado busca uma solução. É um dos graves problemas da nossa economia e da sociedade como um todo. Se a solução for um acordo com a atual concessionária, com uma tarifa que seja justa para o usuário e para a empresa, ótimo. O que não dá é para seguirmos como está, com pedágio e sem duplicação”, afirmou o vice-governador Ricardo Ferraço, que tem participado das reuniões e se articulado nos bastidores.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Por que os ricos britânicos estão vivendo com saúde cada vez mais que os pobres?
Imagem de destaque
Os planos de Renan Santos para roubar votos de Flávio Bolsonaro: 'Sou o candidato da direita'
Trabalhador da indústria
Brasil, o país do futuro. Mas que futuro?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados