O governador eleito, Renato Casagrande (PSB), reconheceu na tarde desta quarta-feira (31) que herda o governo do Espírito Santo em boa situação fiscal e econômica, na comparação com outros Estados que enfrentam verdadeira crise, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Casagrande não citou o governador Paulo Hartung (MDB) e destacou que, na sua visão, essa é uma "conquista de todos os capixabas". Adversário político de Hartung, o governador eleito também ressaltou que esse bom cenário fiscal, superior ao de outras partes do país, é uma realidade há pelo menos dez anos - abrangendo, portanto, não só o atual governo, mas o anterior de Paulo Hartung (2007-2010) e sua própria administração (2011-2014).
"Nós temos uma situação melhor do que a de outros Estados. Isso já de alguns anos. Então, para a gente sair desse debate político que a gente teve nos últimos anos, a realidade do Estado em termos fiscais nos últimos anos, podemos dizer que na última década, é melhor do que em muitos Estados do Brasil. E isso é uma conquista da população capixaba", afirmou Casagrande.
Ele ainda se comprometeu em trabalhar para ampliar a arrecadação do Espírito Santo, com novas fontes de receita que possibilitem investimentos, além de manter o equilíbrio das contas estaduais que ele herdará de Paulo Hartung.
"A gente precisa ter clareza disso e manter essa conquista [equilíbrio fiscal] em termos de resultado porque isso é responsabilidade do gestor, é uma obrigação do gestor. Mas, para além dessa gestão responsável, que é uma conquista, você tem que buscar alternativas para a que a gente avance em outras conquistas na área social, na área de infraestrutura. Então a nossa gestão e a Secretaria da Fazenda vão ter que buscar alternativas. Além de controlar bem as despesas e ser um guardião do cofre do Estado, vai ter também que buscar receitas, porque não podemos só ficar reclamando da crise. Teremos que apresentar soluções."
ROGELIO PEGORETTI
O próximo "guardião do cofre", Rogelio Pegoretti – anunciado por Casagrande como seu secretário da Fazenda – ratificou o discurso de que o próximo governo assumirá um Estado em melhores condições que muitos outros.
"Se a gente for comparar com a situação de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, a gente pode dizer que, quanto a estes Estados, o Espírito Santo está em situação fiscal melhor. Mas temos que pensar que o compromisso do próximo governo é manter um bom equilíbrio das contas, é ter gestão fiscal com responsabilidade, sem esquecer o lado social e as demandas da nossa população."