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Fernando Manhães

Candidatos precisam ser mais criativos na internet

Apesar da grande penetração da TV, a internet será a oportunidade de candidatos buscarem a atenção do eleitor

Publicado em 31 de Agosto de 2018 às 23:30

Públicado em 

31 ago 2018 às 23:30

Colunista

Telefone celular Crédito: Reprodução / Pixabay
Que o tempo de televisão para os partidos e seus respectivos candidatos sempre foi importante no Brasil creio que quase ninguém duvida disso. Ocorre que, após a eleição do presidente americano Donald Trump, a influência da internet passou a ser peça importante na decisão do voto do eleitorado. Não entro aqui na questão legal ou ética de como foi usada, mas como meio de comunicação cada vez mais acessível ao cidadão comum.
Voltando ao Brasil, a TV é aberta e de qualidade. Só que, basta iniciarmos o horário eleitoral gratuito na televisão para começar o festival de chatices ou mesmo bizarrices. O fato é que a televisão no mercado brasileiro tem um peso muito grande. Tanto que 58% do investimento publicitário de 2017 foi para esse meio. Também não podemos deixar de observar aspectos técnicos, como audiência e alcance. Segundo levantamento do Instituto Ipsos Conneect, a televisão tem 85% de penetração de mercado para pessoas com mais de dez anos de idade e está presente em 97,3% dos lares brasileiros. A TV ainda faz a internet comer poeira, embora o seu crescimento seja enorme, ano após ano.
Se tempo de TV no horário eleitoral gratuito ganhasse eleição, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o candidato do PT, seja ele quem for, já estariam no segundo turno
Entretanto, se tempo de TV no horário eleitoral gratuito ganhasse eleição, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o candidato do PT, seja ele quem for, já estariam no segundo turno e, a partir daí, com tempos iguais, começaria uma nova campanha eleitoral. Digo isso porque o PSDB e as suas coligações têm mais de 5 minutos em cada bloco, e o PT, com o segundo maior tempo, pouco mais de 2 minutos.
Só para se ter uma ideia, o Bolsonaro terá menos de 9 segundos de tempo de TV. Pela regra, o horário eleitoral é dividido em dois blocos diários fixos de 12 minutos e 30 segundos, e inserções avulsas de 30 ou 60 segundos, veiculados nos intervalos comerciais das emissoras de TV. Por outro lado, o candidato João Amoêdo praticamente não aparecerá na TV e terá que fazer uma estratégia usando basicamente a internet. Apesar da grande penetração da TV em todas as classes sociais, a internet será a oportunidade para os partidos e candidatos apresentarem suas propostas de uma forma mais criativa e limpa, buscando a atenção do eleitorado, seu engajamento e, principalmente, o seu voto. Quem será que ganhará essa parada?

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