O Brasil dispara na liderança da produção mundial de café – condição muito importante no comércio global. Trata-se do segundo produto mais vendido no planeta. Só perde para o petróleo.
A safra de coffea (nome científico do café) neste ano é a maior da história brasileira: 59,9 milhões de sacas de 60 quilos, ou 37% da produção mundial.
O Espírito Santo aparece com destaque especial nessa ascensão. Brilha como segundo maior produtor nacional, com 13,5 milhões de sacas – sendo 8,8 milhões de conilon e 4,7 milhões de arábica. Essa quantidade corresponde a 22,5% de todo o café que brotou em 2018 no país. Além disso, o conilon colhido a partir de maio, influenciou no crescimento de 1,8% no PIB do Estado, no segundo trimestre.
O Espírito Santo também é campeão em crescimento percentual da safra: 52,1%, patamar muito acima da média nacional, 33,2%, de acordo com pesquisa que a Conab divulgou nesta semana.
O Espírito Santo também é campeão em crescimento percentual da safra: 52,1%, patamar muito acima da média nacional,33,2%, de acordo com pesquisa que a Conab
Nosso Estado tem ainda outro troféu: o de líder brasileiro em aumento percentual de produtividade (quantidade de sacas colhidas por hectare) no plantio de café. Avançou 51,2%. Passou de 23 sacas em 2017 para 34,7 sacas em 2018, superando com folga o aumento da média nacional, 33,3%.
Produtividade é quesito importantíssimo para retorno financeiro da lavoura e sustentação do negócio. É um dos indutores dos recordes na produção brasileira e na colheita do conilon capixaba, embora o fator mais importante seja o clima, que tem sido generoso. Também ressalte-se a bienalidade positiva do arábica, ou seja, o período de produção ampliada.
Nesse cenário, a exportação transborda. No Espírito Santo, o embarque nosso canephora (conilon), em agosto foi o maior para o mês nos últimos 27 anos, com embarque de 536,7 mil sacas. Em oito meses, de janeiro a agosto, seguiram do território capixaba para o exterior, 2,4 milhões de sacas. Do Brasil inteiro saíram 20,4 milhões de sacas.
Mas, nem tudo é perfeito. A produção exuberante contrasta com o preço minguado do café. O conilon um pouco acima de R$ 300 a saca quase não cobre o custo da produção – elevado em função da alta do dólar. E se não fosse a demanda do mercado doméstico, o preço estaria ainda mais baixo.
O volume de dinheiro em circulação em mais de 60 municípios capixabas seria maior, não fosse o desequilíbrio econômico dentro da cadeia produtiva do café.