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Coronavírus

Witzel exonera secretário de Saúde do Rio em meio a investigações

De acordo com a PF, a organização criminosa alvo da apuração manteve sua atuação nas contratações emergenciais voltadas para o combate à pandemia do novo coronavírus

Publicado em 17 de Maio de 2020 às 19:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 mai 2020 às 19:49
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), exonerou neste domingo (17) o secretário estadual de saúde, Edmar Santos. A decisão foi tomada em meio à Operação Favorito, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, da qual a pasta é um dos alvos, que investiga o empresário Mário Peixoto.
Governador do Rio, Wilson Witzel, visita hospital de campanha durante crise do coronavírus
Governador do Rio, Wilson Witzel, visita hospital de campanha durante crise do novo coronavírus Crédito: Rogerio Santana/GOV RJ
Em nota, o governo Witzel disse que a exoneração foi motivada por "falhas na gestão de infraestrutura de campanha para atender as vítimas da Covid-19". O texto diz, porém, que Santos vai dirigir uma comissão de notáveis para auxiliar o governo no enfrentamento à pandemia.
Ele será substituído pelo atual diretor-geral do Hospital Universitário Gaffré e Guinle, Fernando Ferry, que é especialista em Aids.
Deflagrada no último dia 14, a Operação Favorito prendeu o empresário Mário Peixoto, que é ligado ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, braço-direito de Witzel. A detenção na ocorreu no âmbito das investigações da Operação Lava Jato sobre atos durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral.
Mas, de acordo com a PF, a organização criminosa alvo da apuração manteve sua atuação nas contratações emergenciais voltadas para o combate à pandemia do novo coronavírus, o que motivou as prisões preventivas.
Além do empresário, também é alvo da ação o ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense Paulo Melo (MDB), e outros três pessoas cujos nomes não foram divulgados.

AFASTAMENTO

Em abril, o subsecretário-executivo da secretaria da saúde, Gabriell Neves foi temporariamente afastado do cargo. Neves era responsável pelas compras emergenciais no combate ao novo coronavírus e a Folha de S.Paulo havia revelado, dois dias antes, que os processos administrativos para as aquisições de equipamentos e leitos que somam R$ 1 bilhão foram colocadas em sigilo de forma irregular.
Neves não foi o primeiro. Dias antes, a subsecretária de Gestão da Atenção Integral à Saúde, Mariana Scardua, foi exonerada. Havia divergências entre ela e Neves. À época, o governo afirmava que a estrutura da pasta havia sido alterada para contar com profissionais voltados à medicina intensiva --a ex-subsecretária é especialista em medicina de família.
Segundo a última atualização da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro feita neste sábado (16), o estado tem 21.601 casos confirmados do novo coronavírus, e registra 2.614 óbitos, atrás apenas de São Paulo.

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