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Pagamento mensal e poupança

Senado aprova projeto que cria bolsas para alunos de ensino médio

Projeto segue para a sanção presidencial já que não houve mudança em relação à versão aprovada na Câmara

Publicado em 21 de Dezembro de 2023 às 09:33

Agência FolhaPress

Publicado em 

21 dez 2023 às 09:33
BRASÍLIA - O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto de lei que cria uma bolsa para incentivar a permanência de alunos no ensino médio.
A Casa não alterou o que chegou da Câmara e agora segue para sanção da Presidência da República. O texto foi aprovado após votação simbólica, quando não há a contagem dos votos.
O projeto prevê pagamentos mensais para os estudantes do ensino médio e também a criação de uma poupança que poderá ser sacada pelo aluno ao concluir a etapa.
Sala de aula
MEC estima que 2,5 milhões de alunos poderão ser beneficiados pelo projeto Crédito: Shutterstock
O objetivo do projeto, uma prioridade da gestão do ministro da Educação, Camilo Santana, é diminuir a evasão no ensino médio, que chega a 8,8% no primeiro ano.
A estimativa do MEC (Ministério da Educação) é que 2,5 milhões de alunos poderão ser beneficiados pelo projeto. Esse é o número de alunos inscritos no CadÚnico, o cadastro adotado para programas sociais como o Bolsa Família, e de alunos de baixa renda matriculados no ensino médio.
Para ter direito ao benefício, os alunos terão requisitos de frequência escolar mínima de 80%, aprovação no fim de cada ano e a participações de avaliações do MEC, como o Enem.
O texto não fixa o valor da bolsa a ser recebida, mas um acordo com o governo determina que ela será de R$ 200 mensais por dez meses. A poupança por sua vez será de R$ 1.000 por ano até o fim do ensino médio.
Para financiar as medidas, será criado um fundo privado no qual a União poderá aportar até R$ 20 bilhões.
O projeto foi enviado ao Congresso como uma MP (Medida Provisória), mas o presidente da Câmara determinou que o texto caducasse e em seu lugar fosse votado um projeto de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
No Senado, ele foi relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que não fez mudanças no texto. Na sua visão, o debate na Câmara foi amplo e por isso não seriam necessárias alterações.
"A conclusão da educação básica é essencial para a empregabilidade e renda no nível individual e do desenvolvimento [do país] no agregado", disse a senadora.
A ideia é que o projeto entre em vigor já em 2024 com um custo de R$ 7 bilhões. Esses também seriam os valores para 2025 e 2026.
A criação de um programa federal de bolsas no ensino médio foi um compromisso assumido com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, quando ela ainda era candidata à Presidência nas eleições de 2022. Antes de anunciar o apoio a Lula, Tebet pôs como condição a incorporação dessa promessa ao programa de governo petista.
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