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Punição a Pazuello é para evitar "anarquia nas Forças Armadas", diz Mourão

O Exército abriu um procedimento disciplinar contra Pazuello, general da ativa e ex-ministro da Saúde do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Publicado em 27 de Maio de 2021 às 16:18

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 mai 2021 às 16:18
O vice-presidente Hamilton Mourão
O vice-presidente Hamilton Mourão Crédito: Reprodução Twitter @GeneralMourao
vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta quinta-feira (27) que a eventual punição do ex-ministro e general Eduardo Pazuello (Saúde) por participação em ato político pró-governo Bolsonaro no fim de semana tem por objetivo "evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças Armadas".
"A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças. Assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é."
"Cada um tem que permanecer dentro da linha que as Forças Armadas têm que adotar. As Forças Armadas são apartidárias, não têm partido. O partido das Forças Armadas é o Brasil", completou Mourão, que é general da reserva Exército, na saída do gabinete da Vice-Presidência.
O Exército abriu um procedimento disciplinar contra Pazuello, general da ativa e ex-ministro da Saúde do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A participação de Pazuello em ato político pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro foi considerada uma transgressão a normas do Exército, que vedam manifestações partidárias de militares da ativa.
O ex-ministro deverá se defender por escrito. Pazuello foi ao ato com a chancela do presidente da República, que, pela Constituição, exerce o comando supremo das Forças Armadas, o que ampliou o constrangimento nos meios militares.
Mourão foi questionado nesta quinta se Pazuello, ao ir a evento chamado por Bolsonaro, não estaria cumprindo ordens do comandante supremo das Forças Armadas. "É um entendimento meio canhestro da coisa. Não funciona dessa forma", rebateu o vice.
O vice-presidente afirmou que o Exército vai seguir os trâmites do regulamento. "Se o comandante [do Exército, general Paulo Sérgio] chegar à conclusão de que tem que aplicar punição ao Pazuello, ele vai aplicar", disse.
Não é a primeira vez que Mourão critica o comportamento do ex-ministro. Na segunda-feira (24), ele defendeu a punição do general, mas disse que Pazuello poderia pedir transferência para a reserva para atenuar o problema.
"É provável que seja [punido], é uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e aí atenuar o problema", disse Mourão na ocasião.
"O regulamento disciplinar do Exército, no seu anexo I, tem uma série de transgressões, entre elas, pode ser aí enquadrada essa presença do general Pazuello nessa manifestação, uma manifestação de cunho político", completou.

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