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Racha no partido

PSL reage a Bolsonaro e diz que projeto familiar soa pouco republicano

Executiva nacional do partido informou, por meio de nota, que 'não cederá a nenhum tipo de achaque ou desvirtuamento da legalidade ou da moralidade por quem quer que seja'

Publicado em 13 de Novembro de 2019 às 21:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 nov 2019 às 21:02
Grupos ligados a Luciano Bivar e a Jair Bolsonaro travam briga doméstica no PSL Crédito: Imagens: Presidência e Agência Câmara
A direção do PSL reagiu nesta quarta-feira (13) à decisão do presidente Jair Bolsonaro de sair da sigla pela qual foi eleito para criar a Aliança Pelo Brasil. 
Em nota assinada pela comissão executiva nacional, o PSL classificou o novo partido a ser criado por Bolsonaro como projeto pouco republicano.
"Projetos personalistas e familiares soam pouco republicanos em um momento em que se procura conferir transparência à vida pública e, sobretudo, política", diz o texto.
O documento reafirma que os mandatos dos deputados federais eleitos pelo PSL pertencem ao partido e que a direção da sigla "não cederá a nenhum tipo de achaque ou desvirtuamento da legalidade ou da moralidade por quem quer que seja". 
Segundo os dirigentes do PSL, o chamado troca-troca partidário "desacredita o nosso sistema e enfraquece a democracia". "O PSL acredita em instituições fortes e um partido estruturado."
De acordo com o PSL, embora Bolsonaro e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), tenham anunciado a saída do partido, a direção da sigla ainda não recebeu oficialmente os pedidos de desfiliação. 
Bolsonaro comunicou nesta terça-feira (12) a deputados aliados que vai deixar o PSL para fundar uma nova agremiação -a nona de sua carreira política. Em seguida, ele fez o anúncio nas redes sociais.
A saída do presidente do PSL ocorre na esteira das denúncias sobre o esquema de candidaturas de laranjas nas eleições de 2018, revelado em fevereiro. 
A mudança se dá também no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado como principal opositor de Bolsonaro, está solto. Ele passou 580 dias preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex de Guarujá (SP).
O racha no partido ficou evidente em outubro, quando Bolsonaro disse que o presidente do PSL, Luciano Bivar, estava "queimado pra caramba". A legenda tem a segunda maior bancada da Câmara, com 53 deputados.
A direção da legenda diz que o PSL "continua comprometido com as ideias e valores que elegeram o presidente Jair Bolsonaro": "o liberalismo econômico -com um Estado enxuto e eficiente- e o conservadorismo nos costumes". 
"Ao longo desses 11 meses de governo, o partido manteve-se fiel às pautas propostas pelo Executivo. Votou integralmente a favor da reforma da Previdência e apoia as reformas tributária, administrativa, a PEC [proposta de emenda à Constituição] do Pacto Federativo e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro", afirma a legenda.

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