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Condomínio Vivendas da Barra

Porteiro que citou Bolsonaro mora em área dominada por milícia, diz revista

Foi  o porteiro  quem anotou que Élcio ia para a casa de número 58, a de 'Seu Jair', quando esteve no condomínio no dia do crime

Publicado em 08 de Novembro de 2019 às 10:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 nov 2019 às 10:55
O Condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde mora o presidente Jair Bolsonaro Crédito: Reprodução / TV Globo
porteiro que associou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Élcio Vieira de Queiroz, um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco, mora em área dominada por milícia na zona oeste do Rio. A revista Veja localizou o homem em uma casa simples na Gardênia Azul, bairro da região administrativa de Jacarepaguá. "Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada", disse o porteiro quando abordado pela reportagem.
Foi ele quem anotou que Élcio ia para a casa de número 58, a de "Seu Jair", quando esteve no condomínio no dia do crime. Parentes e amigos relataram à revista que o porteiro está "acuado" e não arriscam dizer por que ele supostamente mentiu, como afirmou o Ministério Público após perícia feita às pressas um dia após o Jornal Nacional revelar o depoimento de Alberto.
Ainda segundo a Veja, a Gardênia Azul já estava no radar dos policiais que investigam o assassinato da vereadora porque Ronnie Lessa, o preso acusado de efetuar os disparos contra Marielle, seria um dos responsáveis pelo controle daquela região.
A reportagem também localizou o outro porteiro que trabalhava no Vivendas da Barra naquele dia - dono da voz que está nos áudios usados pelo Ministério Público e por Carlos Bolsonaro para atestar que foi Ronnie Lessa quem autorizou a entrada de Élcio. Ele confirmou que partiu dele a ligação para Lessa, mas disse que não lembra quem trabalhava com ele no dia 14 de março de 2018.
"Não lembro nem se estava dentro ou fora. A coisa toda aconteceu há tempos, e são muitas casas e visitantes o dia inteiro", afirmou. "Todos aqui no condomínio ficaram surpresos por ele ter ligado o presidente a um crime gravíssimo", disse ainda o porteiro, que é bolsonarista assumido e tem foto com o presidente nas redes sociais. Para ele, podem estar usando o colega para prejudicar a imagem de Bolsonaro. 

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