A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu na tarde deste sábado (31) ao ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, a revogação das prisões temporárias da Operação Skala, cujos alvos foram amigos do presidente Michel Temer investigados por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção no setor portuário. Como justificativa para o pedido, Dodge afirma que as medidas cumpriram o objetivo legal.
A procuradora só não pediu para revogar as prisões dos integrantes da família Torrealba, do Grupo Libra, que estavam na Europa no dia da operação. Os advogados de Gonçalo Borges Torrealba, Rodrigo Borges Torrealba e Ana Carolina Borges Torrealba informaram a PGR que seus clientes estão voltando ao Brasil para prestar esclarecimentos.
Para a PGR, como os mandados de busca e apreensão e as prisões já foram cumpridos, não há necessidade de os investigados permanecerem detidos. Nos últimos dois dias, procuradores que atuam na Secretaria da Função Penal Originária no Supremo Tribunal Federal (STF) acompanharam os depoimentos das pessoas que foram alvo da operação.
De acordo com a determinação do ministro Roberto Barroso, o prazo das prisões terminaria na segunda-feira. O inquérito dos portos foi instaurado em setembro de 2017, a partir de revelações e provas colhidas em acordos de colaboração premiada dos executivos da J&F.