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Operação

PF mira suposto desvio de R$ 4,6 milhões na intervenção federal no Rio

Recursos públicos teriam sido desviados em contrato sem licitação em 2018 para compra de coletes de empresa americana;  general Braga Netto é investigado, mas não é alvo da ação de hoje

Publicado em 12 de Setembro de 2023 às 11:50

Agência Estado

Publicado em 

12 set 2023 às 11:50
A Polícia Federal (PF) faz buscas em 16 endereços na manhã desta terça-feira, 12, na Operação Perfídia.
A operação é a etapa mais recente da investigação sobre a compra de coletes balísticos pelo governo Michel Temer durante a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O general Walter Braga Netto comandou a intervenção.
O Comando Conjunto das Forças Armadas informou hoje (21) que a operação na Praça Seca, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, entrou na segunda fase
Forças Armadas em operação na Praça Seca, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil - 21/05/2018
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de conluio e superfaturamento na ordem de R$ 4,6 milhões. O contrato, sem licitação, foi firmado pelo Gabinete de Intervenção Federal para a compra de 9.360 coletes. O valor global do negócio foi de US$ 9,4 milhões.
Os policiais cumprem os mandados no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal em endereços ligados a ex-integrantes do gabinete da intervenção.
A PF afirma que o material foi comprado com sobrepreço de uma empresa americana, a CTU Security LLC, em 2018. O inquérito teve início a partir de uma cooperação com autoridades dos Estados Unidos.
"As autoridades americanas descobriram o crime no curso da investigação americana sobre assassinato do presidente haitiano Jovenel Moises em julho de 2021, na qual a empresa CTU Security LLC ficou responsável pelo fornecimento de logística militar para executar a derrubar Moises e substituí-lo por Christian Sanon, um cidadão americano-haitiano", diz o comunicado divulgado pela PF.
Além da contratação, a Operação Perfídia investiga duas empresas brasileiras especializadas no comércio de proteção balística. Elas têm inúmeros contratos com o poder público, segundo a PF, e são suspeitas de cartel.
Os investigados podem responder por crimes como patrocínio de contratação indevida, dispensa ilegal de licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa.
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