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Operação Carne Fraca

PF indicia Abilio Diniz e ex-diretor da BRF por organização criminosa

Ação apura suposto esquema de corrupção e indicações políticas envolvendo frigoríficos brasileiros
Redação de A Gazeta

Publicado em 

15 out 2018 às 20:02

Publicado em 15 de Outubro de 2018 às 20:02

Abilio Diniz, presidente da BRF Crédito: Flickr/JB Neto
A Polícia Federal indiciou o empresário Abilio Diniz e o ex-diretor global da BRF, Pedro Andrade de Faria por organização criminosa, falsidade ideológica e estelionato. Além deles, outras 42 pessoas também foram alvo do indiciamento no âmbito da fase Trapaça, um desdobramento da Operação Carne Fraca.
A ação apura suposto esquema de corrupção e indicações políticas envolvendo frigoríficos brasileiros. A primeira fase da operação foi deflagrada em março do ano passado.
Segundo a Polícia Federal, as investigações mostraram que cinco laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e setores de análise de determinado grupo fraudavam os resultados dos exames de amostras do processo industrial. O objetivo era burlar a inspeção e, assim, impedir a fiscalização do ministério sobre a qualidade do processo industrial da empresa investigada.
O delegado federal Maurício Moscardi Grillo, que conduz as investigações, sustenta que troca de mensagens de Whatsapp comprovam que a direção da empresa tinha ciência do esquema. Ele afirma no documento Abilio Diniz e Pedro Andrade, entre outros executivos, tiveram participação "ativa" no caso que envolveu detecção de resíduo tóxico em carne de frango pelas autoridades chinesas:
"Destaca-se a participação ativa, em caso envolvendo a detecção de resíduo tóxico em carne de frango pelas autoridades chinesas (Dioxina), de Pedro Andrade de Faria (à época Diretor-presidente Global do Grupo BRF), Abílio Diniz (à época Presidente do Conselho da BRF) e José Carlos Reis de Magalhães Neto, sócio da Sócio da Tarpon Investimentos (empresa detentora de “aproximadamente” 7% do capital aberto do Grupo BRF, segundo informações prestadas por Pedro Faria em sede policial)", escreveu o delegado.
Pedro de Andrade Faria, que chegou a ser preso na operação, foi presidente global da BRF entre 2014 e 2018. Entre 2002 e 2013, ele trabalhou na Tarpon Investimentos, sócia da BRF, para onde voltou no início deste ano. A BRF é um dos principais negócios da gestora de investimentos.
As defesas de Abilio e Pedro Andrade ainda não se manifestaram sobre o assunto. Eles negam as acusações e ainda não são réus na Justiça em razão desse caso.

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