Publicado em 18 de outubro de 2022 às 16:47
A Polícia Federal em Brasília deflagrou nesta terça (18) uma operação que mira atos de corrupção de um servidor e ex-servidores da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre).>
São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na capital federal e em São Paulo na ação batizada de Livre Fluxo.>
Segundo a PF, o objetivo da operação é coletar informações para avançar em dois inquéritos instaurados na superintendência do órgão no Distrito Federal.>
O primeiro caso mira o suposto pedido de propina por um servidor da ANTT lotado como técnico em regulação de serviços de transportes terrestres.>
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"Os atos teriam sido praticados, sobretudo, no período em que o investigado exerceu a função de Superintendente de Passageiros da Agência", afirma a PF.>
Uma das situações mapeadas até o momento pelos investigadores envolve o pedido de R$ 240 mil a uma uma empresa de transporte interestadual de passageiros.>
A investigação aponta para indícios de que a solicitação de vantagem indevida levou em conta a lucratividade das linhas de ônibus em que a empresa solicitava registro na ANTT.>
A segunda apuração, diz a PF, também é sobre o pagamento de propina a um servidor, mas também envolve ex-servidores comissionados da ANTT.>
"Há indícios de que, em comunhão de desígnios, os investigados procediam com o acesso de informações internas ao órgão e, posteriormente, as utilizavam em benefício de interesses privados", diz a PF.>
Até o momento, a PF conseguiu levantar informações sobre uma das investigadas nesse caso e descobriu que mesmo após deixar a ANTT ela continuou a acessar o prédio e os sistemas da autarquia.>
Já foram mapeados pelos investigadores 17.989 acessos indevidos aos sistemas.>
Essas informações acessadas irregularmente, de acordo com investigadores, eram repassadas a outro investigado que se valia delas como "moeda de troca" para solicitar propina a empresas.>
Em uma das situações apuradas, há elementos sobre a atuação dos alvos da operação na comercialização de estudos e consultorias para municípios.>
Os alvos da operação, diz a PF, já foram apontados como envolvidos em outros casos suspeitos de suposto pagamento de propina na ANTT. Em um deles, teriam recebido veículos e bens como vantagem indevida.>
A Fluxo Livre, cujo nome faz alusão ao acesso irrestrito de parte dos investigados a informações restritas da ANTT, apura os crimes de corrupção passiva, associação criminosa, violação de sigilo funcional e usurpação de função pública.>
A investigação teve início com base em informações enviadas pela Subsecretaria de Conformidade e Integridade do Ministério da Infraestrutura.>
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