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Em resposta à PGR

Pazuello diz que apurou, mas não encontrou irregularidades em contrato da Covaxin

Ex-ministro da Saúde afirmou que recebeu pedido de Bolsonaro para apurar possíveis problemas nas negociações para compra da vacina dois dias após informação de deputado

Publicado em 30 de Junho de 2021 às 17:10

Agência FolhaPress

Publicado em 

30 jun 2021 às 17:10
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que recebeu um pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para apurar possíveis irregularidades nas negociações para compra da vacina Covaxin e que nada foi encontrado.
Segundo Pazuello, a solicitação foi feita em 22 de março, dois dias depois de o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) levar ao chefe do Executivo as denúncias sobre o contrato para aquisição do imunizante indiano.
A manifestação foi protocolada no âmbito da notícia-crime em que três senadores pedem que seja instaurado um inquérito para investigar Bolsonaro por prevaricação devido às suspeitas relativas à Covaxin.
O ex-ministro disse à Procuradoria que, após receber a ordem do presidente, incumbiu o então número 2 da pasta, Élcio Franco, para investigar o caso e que nada de errado foi identificado.
"Após a devida conferência, foi verificado que não existiam irregularidades contratuais, conforme já previamente manifestado, inclusive, pela Consultoria Jurídica da Pasta da Saúde".
Na petição, Pazuello exime Bolsonaro de responsabilidade e afirma que a PGR deveria investigar senadores por abuso de autoridade por atribuírem culpa a integrantes do governo antes de as investigações serem concluídas.
"Por diversas razões não há que se cogitar minimamente qualquer ocorrência de crime ou ato de improbidade, considerando que houve a escorreita e tempestiva adoção de providências, seja por parte do presidente da República seja por parte deste subscritor", diz, antes de assinar a peça como secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, cargo que ocupa atualmente.
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