Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Parada LGBT+ lota Avenida Paulista com críticas a Bolsonaro
Em São Paulo

Parada LGBT+ lota Avenida Paulista com críticas a Bolsonaro

O tema escolhido para este retorno às ruas foi "Vote com Orgulho", uma referência às eleições de outubro. A organização disse que o objetivo era realizar um evento de caráter suprapartidário

Publicado em 19 de Junho de 2022 às 19:18

Agência FolhaPress

Publicado em 

19 jun 2022 às 19:18
Movimentação durante a 26ª Parada do Orgulho LGBT+ na Avenida Paulista em São Paulo (SP), neste domingo (19)
Movimentação durante a 26ª Parada do Orgulho LGBT+ na Avenida Paulista em São Paulo (SP), neste domingo (19) Crédito: Willian Moreira/Futura Press/Folhapress
A Avenida Paulista foi tomada neste domingo (19) por pessoas com bandeiras de arco-íris. Depois de dois anos de interrupção devido à pandemia, a Parada do Orgulho LGBT+ voltou a lotar a principal via de São Paulo - e trouxe com ela um tom político.
Com milhares de participantes, a expectativa é que este seja um dos maiores eventos realizados na cidade desde o início da crise sanitária, em março de 2020. A Covid causou o cancelamento das duas últimas edições presenciais da Parada.
A organização afirmou que a expectativa é que até 3 milhões de pessoas participem do evento. Segundo o Datafolha, a lotação máxima do trecho Consolação-Paulista é de 1,5 milhão de pessoas - num cálculo intencionalmente superestimado, considerando sete pessoas por metro quadrado.
O cabeleireiro Jonas Chagas 24, disse que já participou de três Paradas e que está "morrendo de vontade de beijar, mas o povo está evitando". Embora a maior parte do público não use máscaras, o clima de sensualidade de edições anteriores está mais contido este ano.
O tema escolhido para este retorno às ruas foi "Vote com Orgulho", uma referência às eleições de outubro. A organização disse que o objetivo era realizar um evento de caráter suprapartidário, mas a maior parte das manifestações traziam críticas ao atual governo.
Desde a concentração, ainda pela manhã, muitos manifestantes carregavam cartazes ou bandeiras contra Jair Bolsonaro (PL). Vendedores também ofereciam material contra o presidente ou que faziam alusão a dois símbolos da oposição: a vereadora carioca Marielle Franco, morta em 2018, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Coros de "fora, Bolsonaro" foram repetidos por diversas vezes pelo público, principalmente durante os discursos. Diversos políticos também compareceram na Paulista para prestigiar o evento, como o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.
"Espero que seja o último ano da Parada com um genocida do poder, que a gente vai arrancar do Palácio do Planalto", disse Boulos em cima de um dos trios do evento.
A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy também compareceu e fez coro às críticas ao governo, mas sem mencionar diretamente Bolsonaro.
"Não é um momento qualquer da nossa história. Nós estamos num retrocesso civilizatório. Tudo o que faz com que tenhamos respeito uns com os outros é o que estamos perdendo nesses anos", disse ela.
O atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), até o momento não compareceu e nem confirmou presença —tradicionalmente, o chefe do Executivo da cidade costuma ir à Parada. O único a não comparecer ao menos uma vez nas últimas duas décadas foi João Doria (PSDB), que em 2017 foi representado pelo então vice, Bruno Covas (PSDB).
Além do tom de protesto, a edição da Parada foi marcada pela exibição das marcas patrocinadoras. Nos anos iniciais da Parada LGBT, os trios eram organizados por entidades representativas e pelas casas noturnas que lideravam o cenário gay e underground da noite paulistana.
Agora os artistas se apresentam associados aos carros de empresas como Burger King (caso de Ludmilla) e da Amstel (com Luísa Sonza). Cláudia Regina Garcia, presidente da Parada LGBT, diz que as empresas têm políticas inclusivas.
A entrada de Luísa Sonza em frente ao Conjunto Nacional na esquina com a Augusta, provocou grande alvoroço e empurra-empurra. Ela abriu a apresentação por volta das 16h com o hit "Devagarinho", que animou o público.
A cantora Pabllo Vittar estava no último carro da fila, vestida de amarelo com arranjos no cabelo que faziam referência ao k-pop, gênero que a artista fundiu ao funk brasileiro. O som no carro dela, porém, estava bastante abafado e era difícil entender o que cantava.
O ator e ex-BBB Tiago Abravanel também foi uma atração celebrada, cantando junto com Gretchen e o bloco Agrada Gregos.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Seção Regional de Medicina Legal (SML) em Cachoeiro de Itapemirim
Motorista morre ao ser arremessado de carro em acidente no Sul do ES
Imagem de destaque
Por que Trump está promovendo um evento de lutas de UFC na Casa Branca?
Imagem de destaque
Jovem morre após ser lançada sem cordas em salto de 'rope jump' no interior de SP

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados