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Estados Unidos

Obama condena ataques e defende transição pacífica como pedra angular da democracia

Ex-presidente dos EUA foi mais um da extensa lista de lideranças mundiais que condenaram os atos antidemocráticos do último domingo (8)

Publicado em 10 de Janeiro de 2023 às 16:26

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 jan 2023 às 16:26
O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama juntou-se à extensa lista de lideranças mundiais que condenaram a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes por uma multidão bolsonarista no domingo (8) e defenderam as instituições democráticas do Brasil.
"O mundo inteiro tem interesse no sucesso da democracia brasileira", escreveu Obama em uma publicação no Twitter na noite da segunda-feira (9). "Juntos, devemos rejeitar qualquer esforço para derrubar ou perturbar a vontade do povo brasileiro e [devemos] afirmar a transferência pacífica de poder como pedra angular da democracia."
O atual presidente dos EUA, Joe Biden, reagiu aos ataques em Brasília ainda na noite de domingo. "Condeno o atentado à democracia e à transferência pacífica do poder no Brasil. As instituições democráticas do Brasil têm todo o nosso apoio e a vontade do povo brasileiro não deve ser abalada", escreveu o democrata no Twitter, acrescentando que continuaria a trabalhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Biden falou por telefone com Lula nesta segunda e reforçou o convite ao brasileiro para uma visita a Washington. De acordo com comunicado divulgado pela Casa Branca, a viagem deve ocorrer no começo de fevereiro. "[Biden] transmitiu o apoio inabalável dos EUA à democracia do Brasil e ao livre arbítrio do povo brasileiro, conforme expresso nas recentes eleições presidenciais vencidas pelo presidente Lula", diz a nota do governo americano.
Dos ex-presidentes americanos ainda vivos, dois republicanos e um democrata não se manifestaram até esta terça-feira (10). Donald Trump, que insuflou a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 - movimento considerado a inspiração dos extremistas que atacaram Brasília - não se pronunciou publicamente sobre a insurreição brasileira.
George W. Bush, que governou os EUA de 2001 a 2009, também não fez comentários públicos sobre o ataque. Jimmy Carter fecha a lista. Aos 98 anos, porém, o democrata não costuma manifestar suas posições e deixou de participar de eventos públicos.
Já o democrata Bill Clinton usou as redes para manifestar apoio e solidariedade ao Brasil. "Associo-me à condenação do ataque às instituições democráticas do Brasil. É crucial que a transição pacífica de poder seja mantida e a vontade do povo respeitada", escreveu o ex-presidente.
Chefes de Estado e de governo de dezenas de países manifestaram repúdio ao que chamaram de ataque e atentado contra a democracia e as instituições. A reação à insurreição de bolsonaristas também inclui mensagens de apoio e solidariedade a Lula.
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