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Coronavírus no Brasil

Moro diz que isolamento tem que ser o necessário para debelar epidemia

Para o ministro da Justiça, Sergio Moro, decisão dos estados sobre quarentenas deve ser respeitada

Publicado em 06 de Abril de 2020 às 17:56

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 abr 2020 às 17:56
Ministro da Justiça Sergio Moro
Ministro da Justiça Sergio Moro Crédito: IsaacAmorim/MJ
O ministro da Justiça, Sergio Moro, voltou a afirmar nesta segunda (6) que o isolamento social é importante para conter a disseminação do novo coronavírus no país.
Questionado sobre qual orientação o governo deveria seguir em caso de demissão do titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ele disse não trabalhar com especulações e que sua pasta segue orientações técnicas. Mas comentou: "O isolamento tem que ser o isolamento que for necessário para debelar a epidemia. Os estados estão adotando esses isolamentos, essas quarentenas, com base na autonomia deles. Isso tem sido respeitado."
O ministro da Justiça afirmou haver "uma orientação geral" para que a população fique em casa, mas ponderou que há, ao mesmo tempo, "divergências razoáveis em torno desse tema".
"O que é importante é conciliar o isolamento com as medidas econômicas que o governo tem tomado, como esse tal desse coronavoucher [auxílio de R$ 600 para trabalhadores mais vulneráveis] ou [a] medida de suplementação de salário, para permitir que, se as pessoas tenham que ficar em casa, que elas tenham as condições necessárias para tanto", declarou Moro, que participou de uma transmissão ao vivo, via internet, promovida pela XP Investimentos.
O presidente Jair Bolsonaro avalia demitir Mandetta, com quem tem tido desgastes nos bastidores a respeito das orientações sobre o enfrentamento à pandemia.
O ministro da Saúde tem defendido o isolamento da população para evitar o contágio, em consonância com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e o consenso científico. Mas Bolsonaro tem batido na tecla de que somente pessoas que integram grupos de risco, como idosos e portadores de comorbidades, se recolham.
O presidente estuda substituir Mandetta por um nome que seja defensor da utilização da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com coronavírus, apesar de não haver testes conclusivos sobre a eficácia do medicamento.
Nesta segunda, o presidente almoçou com ministros palacianos e com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), cotado para o lugar de Mandetta. Segundo assessores presidenciais, o parlamentar, ex-ministro da Cidadania, tem ajudado o presidente a encontrar um nome de peso para o posto que reduza o desgaste público de uma eventual saída do atual ministro.
Bolsonaro convocou uma reunião com todos os seus ministros às 17h desta segunda no Planalto. A expectativa é que Mandetta esteja presente.
Assessores do presidente dizem que ele está disposto a demitir o auxiliar, mas que ainda está decidindo se fará isso nas próximas horas ou mais adiante.

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