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Polícia Federal

Moraes afasta delegado da PF de inquérito que investiga Bolsonaro

Segundo o ministro do STF, Felipe Leal tentou incluir no inquérito decisões tomadas pelo atual diretor-geral da PF, Paulo Mauirino, que não tinham relação com caso envolvendo Bolsonaro

Publicado em 27 de Agosto de 2021 às 17:29

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 ago 2021 às 17:29
Ministro Alexandre de Moraes em sessão no plenário do STF
Ministro Alexandre de Moraes em sessão no plenário do STF Crédito: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afastou o delegado Felipe Leal da condução do inquérito que apura a veracidade das acusações do ex-ministro Sergio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro violou a autonomia da Polícia Federal para tentar proteger familiares e aliados.
O magistrado afirmou que o delegado da PF extrapolou suas funções ao investigar atos do atual diretor-geral da corporação, Paulo Maiurino, e determinou sua remoção do caso.
A decisão ocorre após Leal pedir dados relativos à decisão de Maiurino de retirar Alexandre Saraiva da chefia da superintendência da PF do Amazonas.
"Não há, portanto, qualquer pertinência entre as novas providências referidas e o objeto da investigação", afirmou Moraes.
O ministro afirma que o inquérito foi aberto a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) logo após Sergio Moro pedir demissão do Ministério da Justiça sob o argumento de que teria sido contrário à iniciativa de Bolsonaro de interferir nos trabalhos da PF a fim de blindar parentes que eram alvo de investigação.
As medidas adotadas por Leal em relação a Maiurino, segundo Moraes, "não estão no escopo desta investigação", uma vez que o atual diretor-geral assumiu o posto "após os fatos apurados no presente inquérito e sem qualquer relação com o mesmo".
Além da substituição de Saraiva, o delegado também requisitou informações sobre a não promoção de cargo do delegado Franco Perazzoni, delegado que comandou a operação Akuanduba, que fez buscas em endereços do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em maio.
Ele tinha sido escolhido para ser o chefe da área de Combate ao Crime Organizado na superintendência em Brasília, mas foi barrado pela direção, logo após a ação ser deflagrada. Além de não ser promovido, ele foi dispensado do cargo que ocupava.
Já as mudanças na Superintendência do Amazonas ocorreram logo após Maiurino assumir a chefia da PF.
Ele retirou Saraiva do posto logo após o delegado apresentar uma notícia-crime contra Salles ao Supremo.
Felipe Leal era o chefe do setor da polícia responsável pelos inquéritos em curso no Supremo e foi retirado do cargo logo que Maiurino assumiu o comando da corporação. Em julho, porém, Moraes determinou que ele continuasse à frente do inquérito que apura a interferência de Bolsonaro na PF. Agora, foi retirado da condução do caso.

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