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Destruída pela PM

Moradores se mobilizam para reconstruir piscina do tráfico no Rio

Investigação concluiu que traficantes foram responsáveis pela construção da área de lazer em 2014
Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 nov 2018 às 09:35

Publicado em 22 de Novembro de 2018 às 09:35

Piscina do tráfico: construção foi denunciada pelo EXTRA em dezembro de 2014 Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Moradores do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, começaram uma campanha na tarde desta quarta-feira para reconstruir a piscina da comunidade, localizada na Praça Cotigi, destruída durante operação do Bope no último domingo. Uma investigação da Polícia Civil concluiu que traficantes da favela foram responsáveis pela construção da área de lazer em 2014.
A campanha pela reconstrução começou na página criada para a piscina no Facebook. Uma postagem na página anuncia o “baile funk da piscina”, com toda a renda revertida para reerguer a área de lazer. “Bora promover uma mobilização da comunidade! Fazendo DE FORMA LEGAL, registrar tudo mostrando que foi arrecadado só com festa e calar a boca de muita gente”, diz o texto.
A postagem fala ainda em acabar com a queda de braço entre os traficantes e a prefeitura: “Toda vez que eles (tráfico) construírem a piscina, a tropa do (Marcelo) Crivella sobe no morro e quebra tudo outra vez... proponho humildemente dar um fim a essa queda de braços! Bora legalizar a piscina”.
A piscina do Juramento foi destruída pelo Bope no último domingo, um dia após o EXTRA ter revelado que a área de lazer continuava a funcionar normalmente, mesmo após a prefeitura do Rio ter sido notificada pela Polícia Civil sobre a construção irregular num espaço público. A Polícia Militar alegou que o local era usado por traficantes da comunidade usavam a estrutura de concreto como barricada. Durante a operação, houve uma troca de tiros, no entanto, ninguém foi ferido ou preso e nada foi apreendido. Moradores do entorno contam que viram um “caveirão”, o veículo blindado da PM, bater na piscina até ela ceder.
Um inquérito da 27ª DP (Vicente de Carvalho), de 2016, concluiu que o então chefe do tráfico no Juramento, Flávio Silva Mendonça, ex-membro do Comando Vermelho, morto em uma operação policial, foi o responsável pela obra da área de lazer. A polícia descobriu que era cobrada uma taxa mensal de R$ 10 dos moradores para a manutenção da piscina, abastecida com 130 mil litros por um gato de água na tubulação do morro.
Após a morte de Flávio, no início de 2015, a facção Amigos dos Amigos (ADA) assumiu o controle do Juramento. Em novembro do ano passado, houve uma nova guerra na comunidade, e o Comando Vermelho voltou a dominar a favela.

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