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Estupro

Mais de 10 cidades têm atos pedindo justiça para Mariana Ferrer

O caso da influenciadora digital catarinense Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de estupro em um clube de luxo há dois anos, gerou revolta e mobilizou as redes sociais

Publicado em 08 de Novembro de 2020 às 17:05

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 nov 2020 às 17:05
A influenciadora digital Mariana Ferrer
A influenciadora digital Mariana Ferrer Crédito: Reprodução | Instagram
Mais de 10 cidades brasileiras tiveram atos em apoio à catarinense Mariana Ferrer e cobrando justiça para a jovem. Em todas as regiões do país foram registrados protestos de rua.
O caso da influenciadora digital catarinense Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de estupro em um clube de luxo há dois anos, gerou revolta e mobilizou as redes sociais durante toda a semana com protestos virtuais até de mulheres de outros países.
Neste domingo, 8, o ato em São Paulo se concentrou no vão livre do Masp e depois seguiu andando pela rua da Consolação, na região central da cidade. No sábado, 7, outras cidades paulistas, como Campinas e Vinhedo, também já tinham tido protestos.
Os atos foram organizados nas redes sociais, uma das páginas "Na rua por Mariana Ferrer", que reuniu mais de 30 mil seguidores, informava neste domingo que estavam marcados protestos em mais de 50 cidades.
As manifestações, feitas em sua maioria por mulheres, pediam ações justiça para a jovem, mas também ações de enfrentamento à violência contra a mulher e contra o machismo. Entre as participantes, muitas carregavam cartazes ou vestiam camisetas que diziam "lute como uma mulher", "nada justifica um estupro".
Também foram registrados atos em Fortaleza, Salvador, Florianópolis, Resende, Joinville, Maceió, Recife, Criciúma, Goiânia e Brasília.
Ferrer diz ter sido dopada e estuprada pelo empresário em uma festa na casa de eventos Café de La Musique, em Florianópolis. No entanto, o promotor do caso, Thiago Carriço de Oliveira, diz que não houve dolo (intenção) do acusado porque não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação.
Segundo Oliveira, empresário não teve intenção de estuprar. "Como não foi prevista a modalidade culposa do estupro de vulnerável, o fato é atípico", escreveu o promotor em sua argumentação.
O caso também gerou revolta depois da divulgação de imagens de parte da audiência que inocentou o empresário. Nelas, o advogado de defesa de Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho, exibe cópias de fotos sensuais produzidas pela jovem quando era modelo para reforçar o argumento de que a relação foi consensual e descredibilizar Ferrer.

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