Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Lula sanciona lei que prevê uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres
Sob monitoramento

Lula sanciona lei que prevê uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres

Texto permite que aparelho seja instalado se houver risco à vida ou integridade da mulher; projeto-piloto vai testar emissão de alerta em relógio digital
Agência FolhaPress

Publicado em 

09 abr 2026 às 20:50

Publicado em 09 de Abril de 2026 às 20:50

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (9) uma lei que facilita o monitoramento de agressores de mulheres com tornozeleira eletrônica. O petista também sancionou outros dois projetos com temática semelhante na mesma cerimônia.
Um dos outros dois projetos tipifica o crime de vicaricídio. O outro, transforma 5 de setembro no Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sanção do PL 2942/2024, sobre monitoração eletrônica de agressores em casos de violência doméstica
Lula durante sanção do projeto sobre monitoração de agressores em casos de violência doméstica Crédito: Ricardo Stuckert / PR
O combate à violência contra a mulher se tornou um dos pontos centrais dos discursos de Lula nos últimos meses. Em 2022, pesquisa eleitorais apontaram que o eleitorado feminino foi fundamental para sua vitória sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula se prepara para a campanha de reeleição, em outubro.
Lei Maria da Penha já permitia que agressores de mulheres fossem monitorados eletronicamente, mas colocava a medida como uma precaução adicional. Com a nova redação, o uso da tornozeleira deve ficar mais difundido.
Agora, o monitoramento deverá ser determinado sempre que for verificado risco à vida ou integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência. A medida deverá ser adotada por decisão de um juiz ou delegado – nesse caso, um magistrado precisará decidir em seguida se mantém ou revoga a providência.
O texto determina que o sistema alerte a mulher vítima de violência e a unidade policial mais próxima sempre o agressor invadir a área de exclusão que tiver sido delimitada pela Justiça.
De acordo com o texto sancionado por Lula, ao menos 6% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública devem ser destinados ao enfrentamento à violência contra a mulher.
A segunda proposta sancionada por Lula tipifica no código penal o crime de vicaricídio. A conduta consiste em matar um ente querido de uma mulher com a intenção de atingi-la e fazê-la sofrer.
A pena estipulada é de 20 a 40 anos de reclusão. A punição poderá ser aumentada em 1/3 dependendo das circunstâncias do crime, classificado como hediondo no texto sancionado.
Além disso, o projeto inclui na Lei Maria da Penha a "violência vicária" como uma forma de violência doméstica e familiar contra a mulher.
"É uma questão milenar o homem achar que é dono da mulher", disse Lula durante a cerimônia. "Mais importante do que aprovar esse projeto de lei é convencer uma parcela da humanidade que não quer aceitar essas coisas", declarou o petista.
A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, foi fechada à imprensa. Teve a participação de senadoras, além de integrantes do primeiro escalão do governo e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
O projeto que facilita o monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica é de autoria da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ); a proposta sobre vicaricídio foi da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ); a autora do projeto sobre o dia de combate à violência contra indígenas foi a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG).

Projeto-piloto testará alerta em relógio digital

Neste mês, o Ministério da Justiça lançará um projeto-piloto em três estados que conecta a tornozeleira eletrônica de agressores de mulheres a um relógio digital utilizado pela vítima.
Batizada de Alerta Mulher Segura, a iniciativa propõe um sistema de monitoramento mútuo para aprimorar o cumprimento de medidas cautelares.
O projeto prevê inicialmente a distribuição de 5.000 equipamentos nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí. O ministério também mantém diálogo com outras unidades da federação para ampliar a implementação da iniciativa.
Na prática, quando o agressor com tornozeleira entrar no perímetro de segurança estabelecido em torno da mulher, o alerta será disparado simultaneamente para três pontas: para a vítima (por meio do relógio), para a central de comando e para o carro policial mais próximo.
O monitoramento previsto no projeto-piloto não será aplicado a todos os casos de violência doméstica. A medida será destinada a casos classificados como de alta periculosidade.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Rio Branco empata com Operário-MS, mas segue líder na Copa Verde
Imagem de destaque
Alcolumbre marca sessão que pode derrubar veto de Lula a redução de penas do 8/1
Imagem de destaque
Alcolumbre destrava indicação de Messias para o STF, e sabatina é marcada

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados