No dia em que se encerra o prazo para a chapa do PT indicar um novo candidato à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "deu a benção" ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no programa eleitoral de rádio. Declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula declarou explicitamente seu apoio e atribuiu a continuidade da campanha ao correligionário, vice da coligação.
O partido tenta reverter a data-limite com recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda pendente de julgamento. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber, negou pedido semelhante nesta segunda-feira. Caso a nova apelação não prospere, o partido deve referendar nesta terça-feira, em uma reunião de sua executiva em Curitiba, Fernando Haddad como presidenciável.
"É por isso que o Lula apoia o Haddad", destacou a campanha do PT no rádio, nesta terça-feira. O ex-presidente ainda ressaltou o papel do ex-prefeito como ministro da Educação de seu governo e de Dilma Rousseff, de 2005 a 2012. "Não é à toa que ficou tanto tempo no ministério", disse Lula, que classificou o correligionário como um dos mais importantes líderes do país.
No programa eleitoral, Haddad ressalta que "Lula foi o melhor presidente do país" e que "nós sabíamos que ele ganharia essa eleição" caso não fosse barrado pelo TSE. A campanha destaca que o ex-presidente "mandou um recado":
"Vamos continuar juntos, vamos todos votar no 13", diz a propaganda, que não pede votos diretamente para o ex-prefeito. "Dia 7 a gente vai lá na urna votar 13".
Apesar de Haddad não ter a preferência de parte do comando, há consenso de que a mudança não pode ser adiada sob o risco de, pela primeira vez, a legenda ficar fora da disputa pelo Planalto.