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Críticas

Lula: ao invés de somar, Bolsonaro estimula a divisão, o ódio e a violência

Ex-presidente fez pronunciamento pelas redes sociais e destacou a inflação dos alimentos e a política de preços sobre a gasolina

Publicado em 07 de Setembro de 2021 às 07:09

Agência Estado

Publicado em 

07 set 2021 às 07:09
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta segunda-feira, 6, críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro e a defesa de medidas do seu governo, de 2003 a 2011. Durante pronunciamento veiculado pelas redes sociais em mensagem que antecede o Dia da Independência, Lula disse que o País tem caminhado para trás por causa de erros do atual governo, entre eles, "a falta de investimento no crescimento econômico ou em programas sociais".
10/03/2021  - O Ex-presidente poderá se tornar elegível para as próximas eleições após decisão de juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular suas condenações pela Lava Jato.
O Ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em imagem de arquivo Crédito: ETTORE CHIEREGUINI/AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
"Ao invés de anunciar soluções para o País, o que ele Bolsonaro faz neste dia é chamar as pessoas para a confrontação, é convocar atos contra os Poderes da República e contra a democracia, que ele nunca respeitou. Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente, não é isso que o Brasil espera de um presidente", criticou Lula sobre as manifestações convocadas por Bolsonaro e apoiadores para esta terça-feira, 7. Entre as pautas dos movimentos estão ataques ao Supremo Tribunal Federal, a membros da CPI da Covid, prefeitos e governadores.
Entre as críticas ao governo Bolsonaro, o petista destacou a inflação dos alimentos e o que chamou de "política errada" para a venda de gasolina, atrelada à variação do dólar e não "ao custo real", que fez disparar o preço dos combustíveis.
Apesar da discordância ao atual governo, Lula reforçou que há jeito para o País. "É possível criar emprego novamente, que o salário deve crescer e ganhar a corrida contra a inflação, é possível produzir comida saudável a preço justo para colocar na mesa das famílias outra vez", disse. Para Lula, o papel do presidente da República é "manter acesa a confiança no presente e no futuro e mostrar que é possível superar obstáculos".
"O Brasil andou para trás porque o governo federal parou de investir no crescimento e nos programas que ajudam o povo", criticou, entre outras medidas, a redução de verbas a escolas e hospitais. "A fome, a pobreza, o desemprego e a desigualdade não são mandamentos divinos. São resultados de erros que nós podemos e devemos corrigir para mudar essa situação", completou.
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