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Câmara e Assembleia

Lava Jato vai pesar na escolha para deputado, aponta pesquisa

Levantamento revela que eleitores tendem a priorizar quem não é citado na operação ou é novo na política

Publicado em 20 de Julho de 2018 às 21:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 jul 2018 às 21:52
Eleitor vai buscar renovação no Parlamento, e candidatos que não estejam envolvidos com a Lava Jato Crédito: Tati Beling/ALES
O maior e mais duradouro escândalo político da história do país, desvendado pela Operação Lava Jato, pode ser essencial na definição do próximo cenário político da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa. Isso porque o processo de decisão do voto do eleitor para os cargos de deputado federal e deputado estadual vai levar em conta, prioritariamente, o fato de o candidato não ser citado na operação.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Futura, a pedido da Rede Gazeta, ouvindo eleitores de todas as regiões do Estado, 52,1% dos entrevistados disseram que o candidato não ter aparecido no escândalo da Lava Jato será um fator decisivo para sua escolha.
O segundo fator mais considerado pela população capixaba será o candidato ser novo na política, mencionado por 27,8%. Na sequência, terá peso para o eleitor se o candidato tiver liberado dinheiro para sua cidade, mencionado por 23,6%.
O questionário realizado pela Futura foi estimulado, que é quando são apresentadas opções de resposta aos entrevistados. Eles podiam escolher mais de uma alternativa.
Outra razão com índice relevante, entre as respostas, é se o político faz a defesa de valores religiosos, citado por 17,6%. A indicação por familiares e amigos é apontada por 10%, enquanto a indicação por algum político ou partido tem influência menor, citada por 4,4%. Já o fato de o candidato ter mandato pesa para 8% dos entrevistados no levantamento.
INDECISÃO
Os critérios para a escolha fazem diferença em um cenário que se mostra bastante indefinido na cabeça do eleitor, de acordo com a pesquisa Futura.
Na disputa entre os 10 cargos da bancada capixaba na Câmara, 91,9% da população ainda não têm candidato. Para as 30 vagas da Assembleia não é muito diferente, com 89,9% de pessoas que não se decidiram.
Por conta desse fator, para o diretor do Instituto Futura, José Luiz Orrico, os resultados devem ser analisados em conjunto.
“Os únicos votos que se definem com um pouco mais de antecipação são os de presidente e governador. São aqueles que o eleitor pesquisa histórico, alianças. Os dois votos de deputado geralmente sofrem a influência do fato de o eleitor ser assediado nas ruas durante a campanha por algum candidato, e há boa parte ainda que decide na hora que está indo para a urna.”
Com isso, como a corrupção assumiu o topo da lista de problemas dos capixabas tanto a nível federal quanto estadual, também conforme a Futura, e esta agenda não mostrou sinais de melhora, pelo contrário, o primeiro efeito visível é a descrença generalizada nos políticos – o que pode aumentar o nível de imprevisibilidade das eleições.
"Os dois fatores mais citados na pesquisa têm uma mesma explicação, pois se você quer votar em alguém que não foi citado na Lava Jato, provavelmente terá que ser algum nome novo. No entanto, muitas vezes é difícil o eleitor fazer essa renovação na prática, pois a corrupção não é reconhecida, a não ser que seja condenado. Tanto é que há vários políticos processados em outros escândalos que se reelegem facilmente", analisou Orrico.
O diretor da Futura também questiona o entendimento sobre "a renovação" e o "novo na política".
"Se compararmos de uma legislatura para a outra, a renovação é alta, mas não são novatos. São pessoas que vieram de outros cargos, parentes ou quem estava sem mandato", destacou.
METODOLOGIA
O Instituto Futura entrevistou, face a face, 800 pessoas – moradores e eleitores do Espírito Santo – entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A confiabilidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) sob o número ES-09041/2018.

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