Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Lama no Rio Doce: Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por rompimento de barragem
Tragédia de Mariana

Lama no Rio Doce: Justiça absolve Samarco, Vale e BHP por rompimento de barragem

A justificativa da Justiça Federal para a absolvição foi "ausência de provas suficientes para estabelecer responsabilidade criminal"

Publicado em 14 de Novembro de 2024 às 11:28

Agência FolhaPress

Publicado em 

14 nov 2024 às 11:28
SÃO PAULO - A Justiça Federal absolveu as empresas Samarco, BHP Billiton e Vale pelo acidente que rompeu a barragem de Fundão, de Mariana, em Minas Gerais, ocorrido em novembro de 2015 e que causou a morte de 19 pessoas. À época, a lama com rejeitos de minério atingiu a bacia do Rio Doce, no Espírito Santo.
Foram absolvidas também 22 pessoas, entre diretores, gerentes e técnicos, que estavam sendo responsabilizados pela tragédia. Entre eles está Ricardo Vescovi, presidente da Samarco.
Data: 20/11/2015 - ES - Colatina - Rio Doce com coloração alterada devido lama de rejeitos das barragens rompidas da Samarco em Mariana - MG atingirem seu leito
Rio Doce com lama de rejeitos das barragens rompidas da Samarco, em Mariana  Crédito: Vitor Jubini - 20/11/2015
A justificativa da Justiça Federal para a absolvição foi "ausência de provas suficientes para estabelecer responsabilidade criminal". A decisão foi emitida na madrugada desta quinta-feira (14) pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região, segundo a TV Globo. A decisão cabe recurso e o Ministério Público Federal (MPF) disse que vai recorrer.
Em outubro, as empresas absolvidas fecharam um acordo que prevê R$ 170 bilhões em pagamentos. Os valores, a serem pagos pela Vale, Samarco e a BHP Billiton Brasil, têm como intuito reparar os danos causados pelo rompimento.
O valor foi dividido em três categorias: R$ 100 bilhões foram voltados para programas e ações compensatórias para os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo; R$ 32 bilhões para obrigações da Samarco com indenizações individuais e recuperação ambiental e R$ 38 bilhões em investimentos já realizados em medidas de remediação e compensação.
O processo criminal, instaurado em 2016, se desenrola na Justiça brasileira ao mesmo tempo em que uma ação indenizatória corre numa corte inglesa. A BHP é cobrada por cifra equivalente a R$ 230 bilhões de compensação. Mas, neste, a Vale não foi acionada, o que colocou as sócias em campos opostos.

Como foi a tragédia

O desastre, que aconteceu em 5 de novembro de 2015, devastou os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Mas também chegou ao Espírito Santo e até ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, deixando um rastro de destruição ambiental.
Mais de 300 famílias moravam nos distritos atingidos. Os moradores foram reassentados em Mariana, e esperaram por anos até que as casas do "novo Bento", ainda incompleto, começassem a ser entregues, em 2022.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que guerra no Irã virou um teste de resistência - e de tempo
Novos radares na Rodovia José Sete, entre Alto Lage e o Terminal de Itacibá.
Pode ter radar sem placa de aviso? Veja o que diz a lei
Trio é indiciado por golpe com prejuízo de R$ 130 mil a idoso em Venda Nova do Imigrante
Trio é indiciado por golpe que causou prejuízo de R$ 130 mil a idoso em Venda Nova

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados