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Impacto na produção

Justiça determina paralisação da maior mina da Vale em Minas Gerais

Decisão suspende atividades de Brucutu, uma das plantas que abastece as usinas de pelotização da Vale em Tubarão, no Espírito Santo

Publicado em 04 de Fevereiro de 2019 às 16:16

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

04 fev 2019 às 16:16
Vídeo captou o exato momento em que barragem da Vale se rompeu em Brumadinho Crédito: TV Globo
A Justiça Estadualde Minas Gerais determinou a paralisação das atividades da mina de Brucutu, a maior planta de mineração da Vale naquele Estado. As informações são do colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim.
A mina, que está em funcionamento há treze anos, faz parte do Sistema Sudeste, um dos responsáveis por abastecer as usinas de pelotização de Tubarão, em Vitória.
Com isso, a suspensão dos trabalhos pode ter impacto na economia do Espírito Santo. Somente a produção da Vale no Estado corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) local.
Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), integra o Complexo de Minas Centrais, que em 2017 fechou o ano com uma produção de 37 milhões de toneladas de minério.
Segundo Lauro Jardim, a barragem de Brucutu não é do tipo a montante, como a de Brumadinho. Na semana passada, a Vale anunciou que desativaria dez barragens do tipo a montante.
No entanto, a Justiça mandou a mineradora parar de lançar rejeitos na adutora de Brucutu até que preste esclarecimentos e informações ao Ministério Público Estadual, autor da ação. 
 Antes desta decisão da Justiça, o diretor de Relações Institucionais Sudeste da Vale, Sérgio Leite, afirmou em entrevista ao Gazeta Online, na semana passada, que a produção de pelotas e o escoamento de minério de ferro no Complexo de Tubarão, no Espírito Santo, não seriam afetados pelo corte na produção anunciado pela Vale para algumas de suas plantas industriais.
A reportagem agora apura se haverá impacto na operação da Vale Estado após a decisão da Justiça de suspender a mina de Brucutu, a maior planta de mineração da companhia em Minas Gerais.
Em comunicado, a Vale disse que teve ciência de decisão proferida pela 22ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, que determinou, dentre outras providências, que a empresa se abstenha de lançar rejeitos ou praticar qualquer atividade potencialmente capaz de aumentar os riscos das barragens Laranjeiras, Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III.
Dentre as barragens abrangidas pela ordem judicial, as três nas quais se utilizou a metodologia de alteamento à montante, as barragens Forquilha I, Forquilha II e Forquilha III, já estavam inoperantes e abrangidas pelo plano de descomissionamento acelerado comunicado ao mercado no Fato Relevante "Vale anuncia o descomissionamento de todas as suas barragens a montante", datado de 29 de janeiro de 2019. As demais estruturas são convencionais.
O impacto estimado da paralisação temporária da barragem de Laranjeiras na mina de Brucutu (complexo de Minas Centrais) é de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
A Vale informa que adotará as medidas judiciais cabíveis quanto à referida decisão, e reitera que todas as medidas emergenciais necessárias ao auxílio das vítimas e à mitigação dos impactos decorrentes do rompimento da Barragem I da Mina do Córrego de Feijão estão sendo devidamente adotadas.

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