Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Grupo de vereadoras de SP vai à Justiça para obrigar hospital a implantar DIU
Após polêmica

Grupo de vereadoras de SP vai à Justiça para obrigar hospital a implantar DIU

Hospital São Camilo afirmou que 'em todas as unidades a diretriz é não realizar procedimentos contraceptivos em homens ou mulheres, exceto em casos de risco à saúde, em alinhamento ao que é preconizado às instituições confessionais católicas'
Agência Estado

Publicado em 

27 jan 2024 às 18:20

Publicado em 27 de Janeiro de 2024 às 18:20

A Bancada Feminista do PSOL na Câmara municipal de São Paulo pediu à Justiça do Estado que declare ilegal a conduta do Hospital São Camilo de negar colocação do dispositivo intrauterino (DIU) - método contraceptivo - 'por motivação de natureza religiosa'. A ação foi movida na esteira do relato de Leonor Macedo, que teve o procedimento recusado durante consulta na unidade do Hospital na Pompeia, bairro da zona oeste da capital paulista.
Em nota, Hospital São Camilo afirmou que 'em todas as unidades a diretriz é não realizar procedimentos contraceptivos em homens ou mulheres, exceto em casos de risco à saúde, em alinhamento ao que é preconizado às instituições confessionais católicas'.
Método contraceptivo: Diu
Método contraceptivo: Diu Crédito: shutterstock
À Justiça, as integrantes da Bancada Feminista sustentaram que a negativa de colocação do DIU, por razões de natureza religiosa, se dá em 'flagrante violação da Constituição Federal, da Lei Orgânica da Saúde, e os princípios norteadores da administração pública'.
Segundo as parlamentares, o hospital, ainda que particular, uma vez que subordinado ao SUS, está submetido às regras do direito público. Assim, o argumento é o de que a entidade atrai 'para si a aplicação da laicidade do Estado o que, expressamente lhe proíbe de negar a prestação de serviços de saúde com fundamento em motivação religiosa'.
"Ante o fato , de que o Hospital São Camilo negou, nega, e conforme assinalado sempre negará, a prestação de serviços contraceptivos com fundamento na escusa religiosa, e, uma vez argumentado que por estar submetida as normas de direito público - em especial aquela que determina a laicidade do Estado e portanto da prestação de seus serviços - conclui-se ser ilegal este, todo e qualquer ato de negativa de prestação do referido procedimento força de crença, o que torna-se imperioso este Juízo declarar tal ato ilegal, obrigando-o a realizar no caso concreto, e que lhe imponha a obrigação de fazer futura de não se furtar de realizá-lo a quem a ele socorrer-se", argumenta a ação.
A Bancada Feminista sustenta que, em sua avaliação, a negação de prestação do serviço 'não possui justificativa legal e que obsta os direitos de inúmeras mulheres e demais pessoas com útero a métodos contraceptivos seguros e ao planejamento familiar, não podendo a identidade confessional do Hospital negar os direitos previstos em Lei e na Constituição Federal'.
O pedido é para que a Justiça, ao declarar a ilegalidade da negativa, imponha ao Hospital a 'obrigação de não negar' a colocação do DIU.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
"Conduta inadmissível", diz governador do ES sobre PM que matou casal
Imagem BBC Brasil
'A criminalidade está misturada no Brasil. Temos o Estado oficial e o Estado paralelo', diz coordenador de campanha de Lula
Imagem de destaque
Pílulas ou canetas emagrecedoras? Agora é à la carte

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados