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Coronavírus

Governo de SP diz que não vai participar de pesquisa com vacina russa

O Instituto Butantan foi procurado pelos russos, entretanto afirmaram que já estão empenhado na pesquisa da CoronaVac, da farmacêutica Sinovac Biotech

Publicado em 11 de Agosto de 2020 às 15:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 ago 2020 às 15:55
© Movimento no Viaduto do Chá em São Paulo durante a quarentena
Movimento no Viaduto do Chá em São Paulo durante a quarentena Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
governo do estado de São Paulo disse que não deve participar da pesquisa ou da produção de uma vacina produzida pela Rússia, a primeira a ter um certificado de registro, anunciado nesta terça-feira (11).
"O Instituto Butantan foi procurado pelo governo russo para participar da produção de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida no país. Contudo, o instituto já está totalmente empenhado na pesquisa da CoronaVac, da farmacêutica Sinovac Biotech", diz a nota do governo do estado.
"Por isso, não faria sentido participar de uma outra pesquisa com o mesmo objetivo e dividir seus esforços", continua o texto.
Atualmente, o Butantan realiza testes clínicos (em humanos) de fase 3 da vacina chinesa em voluntários do Brasil.
A Sputnik V, como é chamada a nova vacina russa, foi desenvolvida pelo Instituto Gamaleia, ligado ao Ministério da Saúde russo. Segundo o site do produto, os ensaios clínicos da fase 1 e 2 foram concluídos no início de agosto.
Um estudo clínico de fase 3, o mais demorado, deve começar na quarta-feira (12) de agosto com cerca de 2.000 pessoas na Rússia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e ainda países da América Latina, diz a página de internet.
O desenvolvimento de uma vacina pode levar vários anos, e sua aprovação vem, geralmente, somente após a conclusão de todas as fases de testes previstas em animais e em humanos.
O governo do estado do Paraná anunciou que deve assinar um acordo na quarta-feira (12) com o governo russo para a produção da vacina. Em entrevista para a TV nesta terça-feira (11), o presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, disse que é possível que uma terceira fase de testes clínicos com a imunização russa seja feita no Brasil.
O anúncio da aprovação da vacina russa trouxe desconfiança para a comunidade científica internacional. Nenhuma das fases de pesquisa teve seus resultados publicados para apreciação de outros pesquisadores da área, contrariando prática comum no meio científico.
O governo russo afirma que a produção em massa da vacina deve começar em setembro de 2020.

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