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Reflexos da tragédia

Funcionários, terceirizados e governos locais temem restrições à Vale

Depois do rompimento da barragem em Brumadinho, trabalhadores acreditam que pode haver concentração maior das atividades da companhia na Região Norte

Publicado em 28 de Janeiro de 2019 às 17:38

Publicado em 

28 jan 2019 às 17:38
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retoma as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) Crédito: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS
Funcionários da Vale ouvidos pelo Estadão/Broadcast temem que a empresa não consiga obter novos licenciamentos de barragens, após o desastre em Brumadinho (MG). Na mina Córrego do Feijão, nem empregados que estão em serviço na área do acidente ocorrido na sexta-feira nem os que trabalhavam na operação se identificaram, mas todos apontam dúvidas sobre o destino de operações muito semelhantes às da Mina do Córrego do Feijão, cujo rompimento deixou 60 mortos e 292 desaparecidos, conforme número do começo da tarde desta segunda-feira (28).
Os trabalhadores receiam que haja uma concentração cada vez maior das atividades da companhia na Região Norte do País, onde o território é menos povoado e o governo trabalha para liberar novas áreas para mineração, o que preocupa principalmente os terceirizados de menor qualificação. O sistema Norte, formado por Carajás e S11D, já responde pela maior parte da produção da companhia, mas o minério de menor teor necessário para a estratégia de blindagem de minérios e para a ampliação das atividades de pelotização vem de Minas.
Uma eventual mudança teria reflexos econômicos para prefeituras e população local. Na manhã desta segunda, em entrevista no centro de operações, o prefeito de Brumadinho, conhecido como Neném, defendeu a atividade monetária. Segundo ele, mais de 60% da receita do município vem da mineradora.
Além de perder a arrecadação decorrente da Mina do Córrego do Feijão, Brumadinho tem outras operações minerárias em risco. Uma segunda mina da Vale no município tem conformação quase idêntica à que foi destruída no rompimento da barragem. Além disso, algumas empresas, que vinham trabalhando no beneficiamento de minério comprado, podem ter problemas para manter as atividades.
A chance de retomada das atividades da Mina do Córrego do Feijão é considerada nula por empregados e terceirizados da Vale ouvidos pela reportagem em Córrego do Feijão, localidade que cresceu com a Vale, quando a empresa assumiu a operação da Ferteco. A mina corresponde a cerca de 2% da produção da Vale.
A avaliação é que a empresa pode levar mais de uma década para recuperar a região. Embora o desastre ambiental tenha dimensões reduzidas, atingiu áreas de reserva florestal, como trechos do Parque Estadual do Rola Moça.

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