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"kit de Páscoa"

Funcionários envolvidos em distribuição de cenouras são demitidos

Secretaria de Educação de Duque de Caxias comprou 23 toneladas do alimento, dez vezes mais que o habitual

Publicado em 28 de Março de 2018 às 21:59

Publicado em 

28 mar 2018 às 21:59
Crianças receberam cenouras Crédito: Reprodução
O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, exonerou duas funcionárias da Secretaria municipal de Educação após kits de Páscoa contendo cenouras terem sido distribuídos a alunos da rede pública da cidade, localizada na Baixada Fluminense. Além disso, também foram encerrados os vínculos com 14 nutricionistas e cinco técnicos de Nutrição e Dietética contratados através de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Por fim, foi determinada ainda a dispensa e substituição de três cooperativados do setor de Alimentação Escolar.
De acordo com a Prefeitura de Duque de Caxias, a entrega do alimentos aos estudantes ocorreu porque foi feito um pedido muito acima do habitual aos fornecedores, de pouco mais de 23 toneladas de cenouras, em vez das 2,3 toneladas mensais usuais. Do total solicitado, já foram entregues cerca de 17 toneladas do legume.
A compra custou aos cofres municipais R$ 74.693,85, resultando em um preço médio de R$ 3,22 por quilo de cenoura. Na Ceasa, uma caixa com 18 quilos do mesmo item sai por R$ 45, ou R$ 2,50 por quilo. Já em um hortifruti na própria cidade de Caxias é possível encontrar o quilo de cenoura sendo vendido a R$ 2, já ensacado. Ainda segundo a prefeitura, todos os funcionários afastados têm algum envolvimento com a compra das 23 toneladas de cenoura.
“Tanto o quantitativo equivocado no pedido de gênero alimentício quanto a decisão pela distribuição de cenouras entre os estudantes da rede municipal de ensino foram tomadas exclusivamente e de forma unilateral pelos gestores da Secretaria municipal de Educação”, frisa a nota enviada pela prefeitura. Ainda segundo o órgão, foi aberta uma sindicância para apurar as circunstâncias do ocorrido e avaliar “de que forma será feito o pagamento dos valores gastos na aquisição do gênero em excesso”.
"Não permitiremos que novos episódios como esse se repitam. Agradeço aos pais e estudantes que denunciaram e nos ajudaram a identificar o problema", afirmou o prefeito Washington Reis.
SUGESTÃO DE BOLO
 
No kit “Páscoa com alimentação saudável”, distribuído entre os alunos da rede, cada criança recebeu um pacote com algumas cenouras e uma sugestão de receita de bolo impressa e entregue junto com os legumes. Em um documento enviado aos diretores de escolas municipais, a então coordenadora de alimentação escolar da Secretaria de Educação, Ana Lucia de Almeida, que acabou exonerada, explicava o projeto:
“Prezado diretor. Cumprimentando-o, encaminhamos para que seja implementado nas unidades escolares o projeto ‘Páscoa com alimentação saudável’, onde nessa ação cada aluno deverá receber, simbolizando a Páscoa, um kit de cenoura acompanhado de uma receita de bolo (anexo) para ser confeccionado pelas famílias”.
A medida recebeu muitas críticas de pais de estudantes e também nas redes sociais.
"Minha filha não foi à aula ontem (anteontem). Mas, se tivesse ido, a gente não iria aceitar as cenouras. Tinha que ser bombom. É um absurdo o que a prefeitura fez", afirma a mãe que de uma menina de 7 anos que estuda na Escola Municipal Todos os Santos.
"Não tinha que fazer isso. Não somos coelhos para ganhar cenoura", disparou outra responsável, ainda mais incisiva.
Já na Escola Municipal Jair Alves, no bairro da Prainha, uma funcionária contou que o colégio preferiu não usar as cenouras em kits.
"Aqui não fizemos isso. Cortamos as cenouras e colocamos na merenda, e ainda guardamos uma parte no congelador. Não distribuímos com o kit de Páscoa porque isso ia acabar virando motivo de chacota",  disse a funcionária.
 
 

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