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Pesquisa não publicada

Fiocruz: vacina de Oxford é eficaz contra variante da Covid-19 no Brasil

O estudo mostrou que a cepa identificada em janeiro em Manaus (P.1) reage ao imunizante de forma idêntica à variante britânica (B.1.1.17)

Publicado em 19 de Março de 2021 às 19:35

Agência FolhaPress

Publicado em 

19 mar 2021 às 19:35
Vacina de Oxford
A vacina de Oxford/AstraZeneca Crédito: Carlos Alberto Silva
A Fiocruz divulgou um comunicado nesta sexta-feira (19) afirmando que a vacina da AstraZeneca/Oxford protege contra a variante brasileira do novo coronavírus. A conclusão é de uma pesquisa que ainda não foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista, mas está disponível online.
O estudo, que teve a colaboração de pesquisadores da Fiocruz Amazônia e do laboratório de vírus respiratórios do Instituto Oswaldo Cruz (Ioc), mostrou que a cepa identificada em janeiro em Manaus (P.1) reage ao imunizante de forma idêntica à variante britânica (B.1.1.17).
Os pesquisadores avaliaram a capacidade da variante do Amazonas de "escapar" de diferentes tipos de anticorpos: os induzidos por vacinas, os gerados por quem já teve a infecção e os chamados anticorpos monoclonais, que são um tipo de remédio biológico.
Para isso, eles coletaram amostras de soro de 25 pessoas que receberam a vacina de Oxford e de outras 25 que receberam o imunizante da Pfizer. O resultado foi que a P.1 não comprometeu o efeito das vacinas, apesar de se verificar uma pequena perda de neutralização do vírus na comparação com as cepas mais comuns.
A Fiocruz diz que essas informações foram dadas pela médica carioca Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil e diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena (Itália).
Segundo ela, os pesquisadores esperavam que a variante brasileira se comportasse como a sul-africana, mas não foi o que aconteceu. "Testes indicaram que ela tem comportamento semelhante à britânica, em que há, sim, impacto na neutralização [do vírus]", afirmou à fundação.
No mês passado, a Universidade de Oxford já havia anunciado que a vacina da AstraZeneca é eficaz contra a variante do Reino Unido. Essa eficácia fica acima dos 70% nos casos leves e chega a 100% nos casos graves e hospitalização.
No caso da variante britânica ela caiu pouco, se comparada às cepas mais comuns --de 80% para 75%, de acordo com a pesquisadora. "Temos que esperar os estudos de efetividade aqui, mas acreditamos que vá ser um índice parecido para a P.1. É um resultado muito positivo", declarou.
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