Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Filhos são presos sob suspeita de manter cadáver do pai em casa por 6 meses
No Rio de Janeiro

Filhos são presos sob suspeita de manter cadáver do pai em casa por 6 meses

Segundo os relatos,  o italiano Dario Antonio Raffaele D'Ottavio não era visto desde o final do ano passado

Publicado em 23 de Maio de 2025 às 08:11

Agência FolhaPress

Publicado em 

23 mai 2025 às 08:11
Dois filhos foram presos sob suspeita de manter o cadáver do pai, o italiano Dario Antonio Raffaele D'Ottavio, 88, em casa, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta (21).
A polícia encontrou o corpo de Dario já em estado esquelético sobre um colchão na cama de um dos quartos da residência da família, uma casa de quatro andares na região do Cocotá. A polícia estima que o cadáver estava no local havia ao menos seis meses.
Irmãos Marcelo Marchese D'Ottavio e Tania Conceição Marchese D'Ottavio são presos por manterem corpo do pai em decomposição em casa (em destaque), no RJ
Irmãos Marcelo Marchese D'Ottavio e Tania Conceição Marchese D'Ottavio são presos por manterem corpo do pai em decomposição em casa, no RJ Crédito: DIVULGAÇÃO/PCERJ
Marcelo Marchese D'Ottavio e Tania Conceição Marchese D'Ottavio foram presos em flagrante. Eles tentaram resistir à prisão, segundo a polícia. Os dois ainda não possuem defesa.
A investigação apura se os irmãos mantiveram o pai morto em casa para sacar benefícios financeiros. Segundo o delegado que apura o caso, Felipe Santoro, também será verificado se os irmãos sofrem de algum transtorno psiquiátrico.
Ainda de acordo com a polícia, não está descartada a possibilidade de os filhos terem cometido assassinato e ocultado o corpo.
"A investigação busca esclarecer as causas da morte, determinar o momento exato do óbito e apurar se houve crime de homicídio ou se a morte decorreu de causas naturais. Sabemos que o corpo estava na residência há pelo menos seis meses, mas ainda não é possível afirmar o que levou os filhos a manterem o cadáver por tanto tempo", disse Santoro.
Por ora, os irmãos são suspeitos pelos crimes de ocultação de cadáver, resistência e lesão corporal. Eles passaram mal após serem presos, mas foram levados a um hospital, atendidos e liberados.
A polícia chegou ao local após ser procurada por vizinhos que estranharam o desaparecimento do idoso. Eles costumavam jogar cartas juntos em um parque próximo e Dario nunca mais teria ido ao local.
O delegado Felipe Santoro confirmou que vizinhos prestaram depoimento nesta quarta (21). Segundo os relatos, Dario não era visto desde o final do ano passado, e a filha Tania Conceição passou a impedir que qualquer pessoa entrasse na residência da família.
As testemunhas contaram ainda que ouviam discussões frequentes entre o idoso e os filhos. Em uma delas, um vizinho relatou ter escutado uma briga entre Dario e Marcelo, em que o filho exigia que o pai lhe entregasse o cartão do banco e a senha, mas o idoso teria se recusado.
Outra testemunha disse ter perguntado a Marcelo sobre seu pai e ouvido a resposta que Dario havia morrido. Em seguida, ele teria dito que jogou o corpo do pai no lixo. Moradores da região afirmaram ainda que Marcelo apresentava sinais de sofrimento psíquico e que, com frequência, gritava nas ruas que havia matado o pai.
O quarto onde o corpo do idoso era mantido ficava no quarto andar da residência, e havia um pano no vão da porta para isolar o cheiro.
Dentro do imóvel, os policiais também encontraram bens aparentemente novos. Agora a polícia vai apurar se os itens teriam sido adquiridos com recursos financeiros do pai, após a sua morte.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Luiz Felipe Azevedo, capixaba e ex-jogador da Seleção Brasileira de basquete
Parceiro olímpico, Luiz Felipe lembra da importância de Oscar para o basquete capixaba
Jogador de basquete Oscar Schmidt
Câncer no cérebro: veja quais são os sintomas da doença de Oscar Schmidt
Oscar Schmidt teve arritmia cardíaca
Arritmia cardíaca: entenda o que é a condição que afetou Oscar Schmidt

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados