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Fake news é resultado de país dividido, diz pesquisador

Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, promoveu debate sobre tema e lançou Plataforma Liberdade de Expressão e Democracia
Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 mar 2018 às 17:12

Publicado em 12 de Março de 2018 às 17:12

Debate na FGV discutiu impacto das fake news Crédito: Divulgação
Um dos principais temas das eleições de outubro, a proliferação das fake news na internet, foi o centro de debates promovidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Segundo os especialistas, a desinformação não é um fenômeno independente causado unicamente pela internet, mas consequência do ambiente hiperpartidarizado da política brasileira. Os pesquisadores também discutiram possíveis formas de regulação sobre o tema.
Diretor do InternetLab, centro de pesquisa em direito e tecnologia, Francisco Brito Cruz apresentou um mapeamento da participação dos brasileiros na internet que indicava mais pontos de diálogo entre os diferentes pontos do espectro político. Após 2014, no entanto, dois focos se agruparam, um ligado a grupos de movimentos sociais organizados e outro ligado a movimentos anticorrupção, variando em extremismo. Segundo ele, foi esse cenário favoreceu o surgimento de sites que promovem não necessariamente notícias falsas, mas o que chamou de informações de combate.
"Estamos em um ambiente hiperpartidarizado e ele não está só nas redes", disse, citando a diferença de votos entre a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) nas eleições de 2014, a menor desde 1989.
O debate marcou o lançamento da Plataforma Liberdade de Expressão e Democracia (Pled), criada para promover a discussão sobre o impacto de fenômenos como as fake news e sua relação com a liberdade de expressão e o debate político. O grupo quer atuar na pesquisa, formação e produção de conteúdo sobre esses assuntos.
Ronaldo Porto Macedo Junior, um dos coordenadores da plataforma, destacou que é preciso fazer uma distinção entre as notícias falsas e as fake news. "O que há de novo não é a mentira no discurso. Ela sempre existiu. O que há de novo é um fenômeno", disse.
Segundo ele, as fake news pressupõem a tentativa de desinformar a população com um objetivo político e de forma dispersa. Para Brito Cruz, as fake news fazem parte de um processo agudo de desinformação a partir do contrato de informações políticas centrado em plataformas digitais. O especialista apresentou dados que indicam que cerca de 60% da população que acessa a internet no Brasil se informa por redes sociais como o Facebook.
Os pesquisadores também criticaram o atual debate sobre a regulação das notícias falsas na internet. De acordo com Clarissa Gross, é preciso que o combate às fake news não diminua direitos individuais ligados à participação democrática. Segundo ela, as discussões sobre possíveis limitações caminham para a criminalização das fake news, o que pode causar efeitos colaterais, em relação à liberdade.
Clarissa citou alguma forma de certificação de notícias verdadeiras como um possível caminho alternativo. Para ela, é imperativo que a limitação não incorra em uma limitação do debate público. Como exemplo, a professora da FGV citou uma hipótese de lei que determinasse o isolamento das pessoas durante o período eleitoral, proibindo-as de conversar.
"Quantitativamente, um voto continuaria contando como um voto. Teríamos o mesmo impacto no resultado da eleição. Mas dificilmente consideraríamos isso um ambiente democrático", disse.

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