Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Ex-aluno da FGV que chamou colega negro de escravo recebe três condenações
Racismo

Ex-aluno da FGV que chamou colega negro de escravo recebe três condenações

Em 2018, Gustavo Metropolo postou em um grupo de WhatsApp uma foto do colega João Gilberto Lima, que é negro, perguntando se alguém havia perdido um "escravo"

Publicado em 09 de Setembro de 2024 às 16:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 set 2024 às 16:51
Mensagem enviada por Gustavo Metropolo em grupo de WhatsApp
Mensagem enviada por Gustavo Metropolo em grupo de WhatsApp Crédito: Reprodução/Redes sociais
Um ex-aluno da FGV (Fundação Getulio Vargas) foi condenado nas esferas criminal e cível pelo crime de racismo. Em 2018, Gustavo Metropolo postou em um grupo de WhatsApp uma foto do colega João Gilberto Lima, que é negro, perguntando se alguém havia perdido um "escravo". Metropolo também foi condenado na esfera administrativa, mas o processo ainda aguarda recurso. Procurado pela reportagem, o escritório que defende Metropolo declarou que não vai se manifestar.
Segundo o Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), que representou Lima no processo, o caso transitou em julgado na área criminal quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, em junho, um recurso da defesa de Metropolo. Foi estabelecida uma pena de dois anos de reclusão, mas o réu não será preso dada a possibilidade, autorizada pela Justiça, de substituição da prisão por prestação de serviços à comunidade.
As duas condenações restantes -cível quanto e administrativa- resultam em multas a serem pagas por Metropolo. "Ao somarmos os valores de indenização [cível] e sanção pecuniária [administrativa], chegamos ao total de condenação a pagamentos pelo ex-estudante da FGV, Gustavo Metropolo, de soma de R$ 120.977,34", segundo o Ceert.
Hoje formado em administração pública, Lima afirma que a motivação para fazer a queixa e seguir em frente no processo foi mostrar a importância de denunciar esse tipo de caso. "Às vezes a gente sabe da impunidade e de como as coisas acontecem no Brasil. Mas não podemos deixar essas pessoas confortáveis. Eu espero que esse caso sirva de exemplo para outros que vierem pela frente", declara.

Relembre o caso

Após a divulgação nas redes sociais da mensagem racista de Metropolo, a FGV suspendeu por três meses o aluno, então com 19 anos. Em nota, a fundação informou ter aplicado as sanções previstas em seu Código de Ética e Disciplina assim que tomou conhecimento da mensagem.
A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial. Metropolo chegou a tentar negar na época a autoria do crime e disse que o celular dele havia sido roubado e clonado. Ele tinha um boletim de ocorrência de quatro meses antes do caso de racismo. Metropolo voltou antes dos três meses, após obter uma liminar. Os alunos protestaram com reuniões e cartazes com a frase "o racista voltou".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Isabel Veloso anuncia sexo e nome do bebê que espera
Viúvo de Isabel Veloso rebate críticas sobre namoro: 'Seguir em frente não é falta de amor'
Novas imagens mostram os momentos antes do assassinato de casal em Cariacica por policial militar
Novas imagens mostram momentos antes de PM matar casal em Cariacica
Imagem de destaque
O que é hemofilia? Veja 6 mitos e verdades sobre a doença

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados