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Redes sociais

Estudo detecta ação de empresas em campanhas de desinformação

A pesquisa identificou que em ao menos 48 países companhias são contratadas para operar redes de desinformação ou de contas falsas nas plataformas digitais

Publicado em 18 de Janeiro de 2021 às 09:14

Agência Estado

Publicado em 

18 jan 2021 às 09:14
Redes sociais
Para manipular o debate público nas redes sociais, as tropas virtuais se utilizam de diferentes estratégias e ferramentas Crédito: Pixabay
Cresceu o número de países em que governos e partidos políticos recorrem ao serviço de empresas privadas para manipular a opinião pública nas redes sociais em 2020, aponta um relatório da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A pesquisa identificou que em ao menos 48 países companhias são contratadas para operar redes de desinformação ou de contas falsas nas plataformas digitais, em um negócio que movimentou US$ 60 milhões desde 2009.
A quantidade de países onde esse fenômeno ocorre é 92% superior à registrada em 2019 e mais que o dobro do que o contabilizado em 2018. Os autores do estudo integram um grupo da universidade britânica que desde 2016 mapeia a ação global de "tropas virtuais" ligadas a atores políticos que disseminam a prática de propaganda computacional na internet - isto é, o uso de algoritmos, automação e contas operadas por humanos para espalhar informações e propagandas enganosas nas redes sociais.
Segundo o relatório, no Brasil há evidências da atuação de agências governamentais, partidos políticos, empresas e também influenciadores, que trabalham em conjunto com atores políticos para disseminar propaganda computacional.
Para manipular o debate público nas redes sociais, as tropas virtuais se utilizam de diferentes estratégias e ferramentas. De acordo com o documento, o Brasil pertence ao grupo de 57 países em que foram registradas evidências do uso de bots ou contas automáticas.
O País também está ao lado de outras 78 nações em que as redes de propaganda computacional recorrem a contas ciborgues, ou seja, que são operadas por humanos, mas agem de maneira semelhante a bots - postando repetidamente para inflar o debate sobre um assunto nas redes sociais.
O Brasil também aparece entre 76 países em que as "tropas virtuais" coordenam a criação de canais de conteúdos de desinformação. Os pesquisadores identificaram ainda a ação dessas redes na promoção de ataques a adversários políticos, ativistas e jornalistas.

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