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Governo Lula

Em 2007, Bolsonaro defendeu decisão do STF para obrigar Câmara a abrir CPI

Agora, o presidente da República critica decisão do ministro Barroso de determinar a abertura da CPI da Covid

Publicado em 09 de Abril de 2021 às 20:14

Agência Estado

Publicado em 

09 abr 2021 às 20:14
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Crédito: Isac Nóbrega/PR
Quando era deputado federal, Jair Bolsonaro defendeu, em 2007, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de obrigar a Câmara dos Deputados a instalar a CPI do Apagão. À época, Bolsonaro era o oposição e o governo estava sob o comando do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Eu espero que o Supremo tenha, apesar do que eu falei aqui, é o Supremo... Espero que tenha uma decisão lá voltada para a razoabilidade e deixe instalar a CPI", disse Bolsonaro em entrevista à TV Câmara, veiculada em 2007.
A opinião do então deputado contrasta com o que disse nesta sexta-feira (08) o presidente da República. Bolsonaro criticou o ministro do STF Luís Roberto Barroso por determinar a instalação da CPI da Covid para apurar a omissão do governo na condução da pandemia de coronavírus.
"Barroso, nós conhecemos seu passado, sua vida, como chegou ao Supremo Tribunal Federal, inclusive defendendo o terrorista Cesare Battisti (italiano extraditado em 2019, após ser condenado por homicídios em seu país). Use a sua caneta para boas ações, em defesa da vida e do povo brasileiro, e não para fazer politicalha dentro do Supremo", disse o presidente, cobrando a abertura de impeachment contra ministros da Corte.
Em 2007, a CPI do Apagão pretendia investigar a crise no sistema aéreo brasileiro causada pelo acidente entre um Boeing da Gol (vôo 1907) e o jato Legacy, no qual morreram 154 pessoas. O então presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), se recusava a instalar a CPI para apurar fraudes nas empresas aéreas. Chinaglia chegou a enviar ao Supremo as informações solicitadas pelo então ministro Celso de Mello sobre as circunstâncias e as causas da não-instalação da CPI.
A oposição da época, composta por PSDB, PPS (atual Cidadania) e PFL (hoje DEM), entrou com recurso ao STF, na tentativa de abrir a CPI para investigar o caos no setor aéreo. A comissão só foi instalada após decisão do Judiciário.
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