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De olho no Planalto

Eleições 2026: quem são os 6 pré-candidatos à Presidência da República

Apesar dos anúncios, as candidaturas serão oficializadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, quando começam as campanhas
Estadão Conteúdo

Publicado em 

31 mar 2026 às 16:17

Publicado em 31 de Março de 2026 às 16:17

SÃO PAULO - A seis meses das eleições presidenciais, seis nomes já despontam como pré-candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará um feito inédito: ser eleito pela quarta vez para o comando do governo federal. Terá pela frente como principal adversário, de acordo com as pesquisas mais recentes, Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – derrotado por Lula em 2022.
Apesar dos anúncios, as candidaturas serão oficializadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, quando começam as campanhas.
O campo da direita terá ainda outros dois nomes que apostarão no anti-petismo, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Apoiadores do clã Bolsonaro, Caiado e Zema disputarão o espaço do bolsonarismo com o Flávio.
Correndo por fora e com uma estrutura partidária incipiente, o ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), também já anunciaram pré-candidaturas ao Planalto.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista
Lula tentará o quarto mandato como presidente Crédito: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31), que seu vice Geraldo Alckmin estará em sua chapa para concorrer à reeleição na disputa presidencial. O anúncio foi feito por Lula em reunião no Palácio do Planalto.
Lula tentará o seu quarto mandato nas eleições deste ano. O chefe do Executivo completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho no pleito presidencial. Foi eleito em 2002, 2006 e em 2022, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo pai para ser candidato à Presidência Crédito: Carlos Alberto Silva
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro tentará o que o pai não conseguiu: vencer Lula em uma disputa presidencial. O filho mais velho do ex-chefe do Executivo anunciou, em dezembro do ano passado, que seu pai confirmou que ele será o candidato a presidente em 2026.
Flávio se tornou a opção do clã da zona oeste do Rio após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Ronaldo Caiado (PSD)

destacou que os campos da saúde e da segurança são pontos fortes do governador de Goiás.
A pré-candidatura de Caiado foi anunciada pela sigla na segunda-feira (30) Crédito: Walter Folador/Governo de Goiás
Médico ortopedista, Ronaldo Caiado, de 76 anos, construiu a carreira política em Goiás: foi deputado, senador e, atualmente, governa o Estado desde 2019. O chefe do Palácio das Esmeraldas foi escolhido pelo PSD para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.
A pré-candidatura de Caiado foi anunciada pela sigla nesta segunda-feira (30), consolidando um movimento que ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna.
A definição pelo nome de Caiado ocorre após semanas de articulação nos bastidores e encerra um processo interno que opunha seu nome ao do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Romeu Zema

O goverbnador de Minas Gerais, Romeu Zema, participa da abertura da 24ª Marcha dos Prefeitos - 28/03/2023
Romeu Zema mantém sua candidatura a presidente da República Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que renunciou ao cargo em 22 de março, disse à Coluna do Estadão que mantém sua candidatura a presidente da República, e avaliou ser positivo ter vários candidatos do mesmo espectro político da direita para concorrer contra o presidente Lula.
Ele afirmou que, em conversa com Jair Bolsonaro no ano passado, até o ex-presidente defendeu que a direita tivesse mais de um presidenciável. Para Zema, o leque aberto à direita fortalece o campo político-ideológico para o segundo turno contra o PT de Lula.

Renan Santos (Missão)

Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão
Fundador do MBL, Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão Crédito: Instagram/Reprodução
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão. Entre apoiadores, Renan ganhou um apelido: "Javier Milei brasileiro".
Como mostrou o Estadão, a comparação com o presidente argentino vai além do cabelo bagunçado ou dos shows de rock - ambos são vocalistas. Assim como Milei, Renan tem um estilo intempestivo e aposta em ideias disruptivas e na força das redes sociais para chegar ao Palácio do Planalto.
Renan Santos embora ainda seja desconhecido da maioria do eleitorado, tem crescido exatamente na geração Z. Na pesquisa Atlas, Renan aparece com 24,7% das intenções de voto nesse público. Em fevereiro, ele tinha 2,9% das intenções de voto e 15,9% entre os jovens da faixa etária.

Aldo Rebelo (Democracia Cristã)

Aldo Rebelo é candidato à Presidência pelo Democracia Cristã
Aldo Rebelo é candidato à Presidência pelo Democracia Cristã Crédito: Divulgação
Alagoano de Viçosa, Aldo Rebelo é jornalista. Nos anos 80, foi presidente da UNE Começou na política como vereador de São Paulo. Foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro de Lula e Dilma Rousseff. É pré-candidato pelo Democracia Cristã.
Em dezembro do ano passado, o ex-ministro lançou a sua pré-candidatura, com a plataforma dos "4Rs": retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional. Antes aliado do presidente, Rebelo agora faz fortes críticas ao governo e a entidades ligadas ao meio ambiente e aos povos indígenas, como o Ibama e a Funai.

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