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Mariana

Curta sobre desastre ambiental em Mariana é premiado pela ONU

Filme foi o vencedor na categoria ODS em realidade virtual/360 graus

Publicado em 10 de Julho de 2019 às 22:36

Publicado em 

10 jul 2019 às 22:36
Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

O documentário Rio de Lama, do cineasta brasileiro Tadeu Jungle, foi o vencedor do Festival de Filmes ODSs em Ação. O curta-metragem concorreu na categoria de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em realidade virtual/360 graus. O anúncio foi feito na terça-feira (9), no primeiro dia do Fórum Politico de Alto Nível da Organização das Nações Unidas, e o prêmio será entregue nesta quinta-feira (11), em Nova York.

Segundo a ONU News, agência oficial de notícias das Nações Unidas, mais de mil filmes foram inscritos no festival, com aumento de mais de 40% em relação ao número de concorrentes no ano passado. De acordo com a agência, o festival oferece aos cineastas amadores e profissionais a chance de enviar os curtas em até 20 minutos.

O documentário de Tadeu Jungle é sobre o desastre ambiental ocorrido em Mariana em Minas Gerais, em 2015, com a destruição do distrito de Bento Rodrigues após o rompimento de uma barragem das empresas Vale e Billington, controladoras da mineradora Samarco. Com 9 minutos de duração, o filme foi feito com realidade virtual, tecnologia que dá às pessoas a sensação de estar dentro da situação, explicou Jungle.

O curta destaca esforços dos moradores da área devastada na busca de soluções para problemas gerados pela tragédia ambiental.

Em entrevista à ONU News, Jungle ressaltou a importância do prêmio para o Brasil, dizendo que vai fortalecer uma série de princípios que se está está tentando estabelecer no país.

Segundo o cineasta, Rio de Lama é um filme transformador e fala de saudade “Entrevistei os moradores no calor da situação, sem roteiro, sem script. [O filme foi] feito pela emoção”. Jungle destacou também a importância do prêmio em termos de meio ambiente, por ‘’ajudar a fortalecer a causa não só das barragens, como também do meio ambiente, e por todas as lutas que estão sendo feitas no Brasil’’. Ele citou a luta pela demarcação das terras indígenas e a questão do extrativismo e da mineração ilegal na Amazônia.

"Esse filme vai nos ajudar. Vai ser noticiado, e a gente vai falar mais sobre isso, como a gente está falando aqui e agora”, acrescentou.

*Estagiária sob supervisão de Nádia Franco

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