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Senado

CPI da Covid consegue 27 assinaturas pela prorrogação dos trabalhos

Com o prazo inicial de 90 dias, a comissão está programada para encerrar no dia 7 de agosto. Para estender esse prazo, segundo Regimento do Senado, o requerimento tem que ter assinatura de um terço dos membros do Senado, os 27 senadores

Publicado em 28 de Junho de 2021 às 22:28

Agência Estado

Publicado em 

28 jun 2021 às 22:28
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza audiência pública interativa para ouvir o depoimento de especialistas convidados a respeito de aspectos técnicos da Covid-19.
CPI da Covid realiza audiência pública interativa para ouvir o depoimento de especialistas convidados a respeito de aspectos técnicos da Covid-19. Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
O pedido de prorrogação dos trabalhos da CPI da Covid no Senado já tem as 27 assinaturas necessárias para estender o prazo da comissão por mais 90 dias. A informação foi dada pela assessoria do vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) nesta segunda (28) que apresentou mais cedo o requerimento pela prorrogação.
Com o prazo inicial de 90 dias, a comissão está programada para encerrar no dia 7 de agosto. Para estender esse prazo, segundo Regimento do Senado, o requerimento tem que ter assinatura de um terço dos membros do Senado, os 27 senadores, ser comunicado por escrito à Mesa Diretora da Casa, lido em plenário e publicado no Diário Oficial do Senado.
No pedido apresentado mais cedo, Randolfe afirmou que o prazo atual seria insuficiente e afirmou ser "imperativo" prorrogar as atividades. Ele lembrou que o colegiado tem "desvendado esquemas de corrupção e de favorecimento" de determinadas empresas com recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19.
"Servidores sofreram pressões não republicanas para flexibilizar a importação da Covaxin. Depoentes apontaram que até o Presidente da República foi alertado das irregularidades e, ao invés de apurá-las, as creditou ao próprio líder do governo da Câmara dos Deputados. É um escândalo que precisa ser apurado com a gravidade correspondente."
Como mostrou o Broadcast Político, a CPI quer investigar a ligação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), com a compra de outras vacinas pelo Ministério da Saúde, além da Covaxin. Nos três casos, o quadro é parecido: vacinas mais caras compradas de laboratórios internacionais por meio de intermediários no Brasil, com elos com o líder do governo.
A nova linha de apuração é discutida após os depoimentos do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e do servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do parlamentar, na última sexta-feira (25). Luis Miranda disse ter ouvido do presidente Jair Bolsonaro o nome de Ricardo Barros quando o alertou sobre um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. Barros nega irregularidades.
No requerimento, Randolfe também citou que existem "inúmeras provas" sobre omissões e ações deliberadas em torno de estratégias como da imunidade de rebanho, a promoção de tratamentos ineficazes, e "boicotes" às medidas não farmacológicas de enfrentamento à covid-19, como o uso de máscaras e o distanciamento social.
Assinam o requerimento pela prorrogação dos trabalhos da CPI, além do senador Randolfe Rodrigues, os senadores Jorge Kajuru (Podemos-GO), Izalci Lucas (PSDB-DF), Omar Aziz (PSD-AM), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Fabiano Contarato (REDE-ES), Weverton (PDT-MA), Flávio Arns (PODEMOS-PR), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Zenaide Maia (PROS-RN), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Chico Rodrigues (DEM-RR), Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR), Leila Barros (PSB-DF), Jaques Wagner (PT-BA), José Serra (PSDB-SP), Renan Calheiros (MDB-AL), Paulo Paim (PT-RS), Humberto Costa (PT-PE), Paulo Rocha (PT-PA), Rogério Carvalho (PT-SE), Jean Paul (PT-RN), Veneziano (MDB-PB), Simone Tebet (MDB-MS).
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