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Eleições 2020

Covas e Boulos estão confirmados no segundo turno em São Paulo

O atual prefeito liderou com 32,85% dos votos válidos enquanto o adversário teve 20,24%

Publicado em 16 de Novembro de 2020 às 02:34

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 nov 2020 às 02:34
Bruno Covas (PSDB) vai disputar o segundo turno pela reeleição na Prefeitura de São Paulo
Bruno Covas (PSDB) vai disputar o segundo turno pela reeleição na Prefeitura de São Paulo Crédito: ETTORE CHIEREGUINI
Com 99,67% das urnas apuradas na cidade de São Paulo, o candidato Bruno Covas (PSDB) vai disputar a Prefeitura com Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno das eleições. O atual prefeito liderou com 32,85% dos votos válidos enquanto o adversário teve 20,24%.
Antes da definição, os dois fizeram pronunciamentos com a certeza de que estariam na segunda fase da corrida eleitoral. Covas afirmou que "a esperança vai vencer os radicais no segundo turno" e foi rebatido por Boulos, que disse que "radicalismo para mim é quem revira o lixo para comer".
Guilherme Boulos (PSOL) foi para o segundo turno na disputa pela prefeitura de São Paulo
Guilherme Boulos (PSOL) foi para o segundo turno na disputa pela prefeitura de São Paulo Crédito: SUAMY BEYDOUN

RADICALISMO PARA MIM É QUEM REVIRA O LIXO PARA COMER, DIZ BOULOS SOBRE COVAS

Em um discurso feito no fim da noite deste domingo, 15, e que durou oito minutos, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, deixou claro que as regiões periféricas da cidade vão receber uma atenção especial durante a campanha do segundo turno, que ele disputará contra o atual prefeito, Bruno Covas, do PSDB.
Ele citou cinco vezes a palavra "periferia" e disse que não é daqueles candidatos que só aparece nos bairros mais pobres de quatro em quatro anos, ao destacar que mora em um deles, o Campo Limpo, no extremo sul da capital paulista.
"São Paulo é a terceira cidade no mundo com mais mortes por coronavírus, mas tem hospitais fechados. A periferia está abandonada pelo PSDB. Eu não apareço na periferia de quatro em quatro anos para fazer promessas. As pessoas aqui não são estatísticas, são gente", disse atacando a gestão de Covas, de quem rebateu sobre ser "radical".
"A cidade acompanhou, nós tínhamos 17 segundos na televisão contra quase 4 minutos do atual prefeito. Nós não tínhamos nem temos nem queremos apoio de máquinas do governo federal, do governo estadual e da Prefeitura. Tivemos nesse primeiro turno um resultado que surpreendeu muita gente", completou e vislumbrou, no segundo turno, os 10 minutos por dia que ele e Covas teriam para expor suas propostas, além dos debates. Eu vi o Covas falar de radicalismo. Radicalismo, para mim, é gente virar lixo para poder comer, é o abandono do povo. Nós queremos e vamos inverter prioridades, tirar a periferia do abandono."

RUSSOMANO

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo pelo Republicanos, Celso Russomanno, afirmou que não iria avaliar se o apoio do presidente Jair Bolsonaro foi decisivo para que ele ficasse fora do segundo turno, mas começou o discurso em que reconheceu a derrota ressaltando que foi "leal" ao presidente.
"Essa é uma análise que não vou fazer. O que eu vou dizer claramente é que não me arrependo de nada que a gente fez", disse, ao ser perguntado se a aliança com o presidente o prejudicou. "Éramos sabedores dos ônus e dos bônus que a gente ia ter durante a eleição", complementou.

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