Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Chacina deixa quatro mortos da mesma família em comunidade quilombola
Na Bahia

Chacina deixa quatro mortos da mesma família em comunidade quilombola

Um homem e quatro mulheres foram encontrados com marcas de disparos em um carro na entrada da comunidade

Publicado em 13 de Novembro de 2023 às 07:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

13 nov 2023 às 07:51
Polícia / sirene
Chacina deixa quatro mortos da mesma família em comunidade quilombola na Bahia Crédito: Pixabay
Um homem e três mulheres da mesma família foram assassinados neste domingo (12) na comunidade quilombola Casinhas, zona rural de Jeremoabo, cidade do sertão da Bahia a 385 km de Salvador.
A família foi encontrada morta com disparos de arma de fogo dentro de um carro na estrada que dá acesso ao povoado.
As vítimas foram identificadas como Flavia Nunes de Jesus, 32, Dominga Maria de Jesus Silva, 68, Judite Angelina de Jesus Santos, 74, e Eguinaldo de Jesus Silva, 43.
Uma quinta vítima, também ferida pelos disparos de arma de fogo, foi socorrida para um hospital da região -não foram divulgadas informações sobre o seu estado de saúde.
Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada no início da manhã deste domingo e encontrou os corpos com marcas de disparos. O local foi isolado para a realização de perícia.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que informou que está com equipes em campo realizando diligências investigativas para esclarecer as mortes.
Em nota, a Polícia Civil informou que apurações iniciais apontam indicativo de autoria e que a principal linha investigação a disputa entre famílias da comunidade.
O povoado de Casinhas, em Jeremoabo, foi certificado em 2010 como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares. Dede então, a comunidade luta pela titulação das terras.
A Bahia, estado com maior número de mortes violentas do país em números absolutos, enfrenta um cenário complexo na segurança pública que desafia o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Além de estar presente em suas periferias urbanas, a criminalidade também se espalha por áreas rurais, com uma escalada de conflitos fundiários que se agravou nos últimos anos e segue provocando mortes e tensão em territórios conflagrados.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, a Bahia registrou no ano passado 99 conflitos agrários em áreas que chegam a 275 mil hectares, onde moram cerca de 9.500 famílias.
Ao todo, 27 pessoas foram ameaçadas de morte devido aos conflitos e três foram assassinadas. Neste ano, foram registradas mais três mortes violentas de indígenas e quilombolas.
Dados da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos), apontam que ao menos 11 quilombolas foram assassinados na Bahia nos últimos dez anos.
O governo da Bahia criou neste ano uma coordenação de mediação de conflitos fundiários na Polícia Civil, que terá mais estrutura para atuar em casos que envolvem comunidades tradicionais.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

CEET Vasco Coutinho, em Vila Velha
Mais de 1.100 vagas abertas em cursos técnicos de graça no ES
Imagem de destaque
Cariacica: cidade estratégica para morar e investir
O primeiro suspeito, um homem de 56 anos, foi preso no dia 5 de maio. Já o segundo investigado, um jovem de 21 anos, se apresentou espontaneamente à polícia no dia 6 de maio, um dia após a primeira prisão.
Polícia prende último suspeito de espancar idoso em Boa Esperança

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados