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Candidatos do PSL destroem placa com homenagem a Marielle Franco

Rodrigo Amorim e Daniel Silveira quebraram ao meio placa onde se lia Rua Marielle Franco

Publicado em 04 de Outubro de 2018 às 02:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 out 2018 às 02:44
Imagem viralizou nas redes sociais após ser publicada na tarde de quarta-feira Crédito: Reprodução
O candidato a deputado estadual pelo partido de Jair Bolsonaro (PSL) e ex-candidato a vice-prefeito do Rio, em 2016, na chapa de Flávio Bolsonaro, Rodrigo Amorim postou foto no Facebook após destruir uma homenagem a Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em 14 de março.
Amorim contou na postagem que, com o candidato a deputado federal Daniel Silveira, do mesmo partido, quebrou ao meio uma placa de nome de rua onde se lia Rua Marielle Franco. Aliados da vereadora assassinada tinham colocado a inscrição em uma das esquinas da Praça Floriano, na Cinelândia, onde fica a sede da Câmara Municipal.
No texto, Amorim afirmou que, em uma suposta "depredação do patrimônio público, (aliados de Marielle) removeram ilegalmente" a placa com o nome original, "colando uma placa fake (falsa) com os dizeres 'Rua Marielle Franco' em cima da placa original". O candidato continua: "Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal". E conclui: "Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados".
Na publicação, Amorim defende a punição a quem houver assassinato Marielle, e reclama que a esquerda se calou diante da morte de outras pessoas e da facada desferida contra Bolsonaro.
"É respeitável que o Jair, meu colega na Câmara, não tenha manifestado pesar quando Marielle morreu, como nós prontamente fizemos quando um criminoso o esfaqueou. Cada um reage como é do seu jeito, e não há nenhum problema nisso", afirmou o deputado federal e candidato a senador Chico Alencar (PSOL). "Mas destruir uma homenagem a uma vereadora assassinada e se gabar disso é barbárie, é inacreditável", continuou.
O deputado estadual Marcelo Freixo, candidato a deputado federal pelo PSOL, afirmou já ter levado o caso à polícia: "Já pedi ao delegado Fábio Cardoso (da Delegacia de Homicídios, que investiga a morte de Marielle) que tome o depoimento desse rapaz. É preciso saber por que ele tem tanto ódio da Marielle", disse Freixo.
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