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Cinco navios

Brasil pede para a Grécia dados de navios suspeitos de vazamento de óleo

Dona do Bouboulina nega que navio seja fonte do petróleo que atingiu o Nordeste

Publicado em 06 de Novembro de 2019 às 09:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 nov 2019 às 09:36
Manchas de óleo no litoral de Sergipe Crédito: Governo de Sergipe
O Brasil solicitou nesta terça (5) dados de cinco navios para as autoridades gregas, de acordo com nota publicada pela Delta Tankers. A empresa é dona do navio Bouboulina, até então o único suspeito mencionado pela investigação brasileira de provocar o vazamento de óleo que atingiu um terço da costa do país.
O documento enviado pelas autoridades brasileiras teria o seguinte teor: "[...] solicito à Autoridade Marítima do seu país que notifique os navios listados abaixo como suspeitos de derramamento de óleo que surgiram na costa nordeste do Brasil, pois navegaram perto da área afetada durante o período em que se considra que o vazamento ocorreu".
Os navios gregos suspeitos são Maran Apollo (Maran Tankers), Maran Libra (Maran Tankers), Boubulina (Delta Tankers), Minerva Alexandra (Minerva Marine) e Cap Pembroke (Euronav), todos navios-tanques direcionados ao transporte de petróleo.
De acordo com o comando da Marinha, cerca de 30 navios, de 11 países eram investigados até o final de outubro. Na sexta-feira (1º), o Bouboulina foi apontado como o principal suspeito de ter provocado a tragédia.
"A Delta Tankers realizou uma pesquisa completa do material a partir de câmeras, dados e registros e não há provas de que a embarcação tenha parado, realizado operações [de transferência de óleo] entre navios, ter perdido ou derramado carga, desacelerado ou desviado do curso, no caminho entre Venezuela e Melaka, na Malásia", diz a nota da Delta Tankers.
A empresa afirma que vai colaborar voluntariamente com o Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia e com a Marinha do Brasil.
"Como foi relatado pela Delta Tankers na sexta-feira, o navio partiu da Venezuela carregado em 19 de julho de 2019, indo diretamente, sem paradas em outros portos, para Melaka, na Malásia, onde descarregou toda a carga sem perdas", encerra a nota.

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