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Bolsonaro tem melhora nos dois pulmões e pode deixar UTI até o fim da semana

Bolsonaro tem melhora nos dois pulmões e pode deixar UTI até o fim da semana

Ex-presidente de 70 anos está internado com broncopneumonia desde sexta-feira (13), ainda sem previsão de alta

Publicado em 18 de março de 2026 às 15:15

BRASÍLIA - Internado com broncopneumonia, o ex-presidente Jair Bolsonaro, 70 anos, apresentou melhora nos dois pulmões, segue sem previsão de alta hospitalar, mas já se trabalha com a possibilidade de ele deixar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até o final da semana, segundo informou o médico cardiologista Brasil Caiado nesta quarta-feira (18).

"A prudência manda deixarmos lá [na UTI] para termos total segurança, observar o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Não sei exatamente o momento", disse em entrevista a jornalistas no DF Star, em Brasília.

O ex-presidente Jair Bolsonaro na saída de hospital em Brasília, após passar por procedimentos em setembro de 2025
Defesa fez novo pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo o médico, Bolsonaro teve uma evolução positiva após um terceiro antibiótico ter sido introduzido em seu tratamento na madrugada de domingo (15). Uma tomografia feita nesta quarta mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com "comprometimento moderado".

"A partir dessa associação do terceiro antibiótico, o presidente começou a mostrar resposta ao tratamento. Queda dos marcadores inflamatórios, clinicamente, respiração dispneia, que nós chamamos de taquipneia, que é a respiração acelerada, foram melhorando todos os sintomas, gradativamente", declarou.

O boletim médico divulgado por volta das 12h25 confirma que Bolsonaro apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios. "Tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora", diz o comunicado.

Brasil Caiado afirmou a equipe médica monitora um possível risco de fibrose (enrijecimento e a formação de cicatrizes) nos pulmões do ex-presidente, que está internado desde a última sexta (13).

"A fibrose é um quadro normalmente mais crônico, que limita mais o paciente em termos de desempenho físico, respiração e cansaço. É uma preocupação nossa que está no radar, mas nós estamos trabalhando muito para que não aconteça", declarou.

O cardiologista afirmou que o ex-presidente está a cerca de 24 horas sem soluços e que um novo remédio para tratar esse quadro também foi adotado. A broncopneumonia bacteriana foi causada pela aspiração do vômito em decorrência dos soluços que ele enfrenta desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018.

Questionado sobre o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa na terça (17), o médico concordou com o argumento defendido pelos advogados ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de que a transferência da Papudinha para casa seria melhor para a saúde de Bolsonaro.

"Quando falamos do ponto de vista médico, técnico, um ambiente mais acolhedor, com mais recursos de profissionais adequados, multidisciplinares, fisioterapia, que ele já faz, mas, se você tem uma equipe também de apoio de enfermagem 24 horas, uma alimentação mais adequada, uma visualização de qualquer alteração precoce, sem dúvida nenhuma, o ambiente familiar, residencial, é bem melhor", disse.

Brasil Caiado também relatou que Bolsonaro ficou "apreensivo" e "preocupado" com o quadro de pneumonia, mas está disciplinado com o tratamento, que inclui fisioterapia. "Ele sentiu o peso dessa infecção dessa vez um pouco mais", declarou.

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