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Eleições de 2022

Bolsonaro faz crítica à Maia: 'se pensarmos em 2022, Brasil vai para o buraco'

Jair Bolsonaro defendeu que não é o momento de pensar nas eleições e criticou o presidente da Câmara por suas indicações de relatorias de matérias enviadas pelo governo

Publicado em 14 de Maio de 2020 às 14:12

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 mai 2020 às 14:12
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Corrêa/PR
O  presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quinta-feira (14) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por suas indicações de relatorias de matérias enviadas pelo governo.
"De acordo para quem o comando da Câmara dá a relatoria, ele já sinaliza que não quer resolver nada. Parece que quer afundar a economia para ferrar o governo e talvez tirar um proveito político lá na frente", declarou.
O presidente defendeu que não é o momento de pensar nas eleições de 2022. "Nós aqui não podemos pensar em 22. Se nós pensarmos na eleição de 2022, o Brasil vai para o buraco", disse.
Em videoconferência com empresários, o presidente pediu para que "se atentem" a como funciona o "poder em Brasília". Bolsonaro criticou especificamente a entrega da relatoria da medida provisória de flexibilização da jornada de trabalho e salários para um parlamentar do PCdoB.
Na semana passada, Maia designou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) como relator da MP 936/2020, que permite a empresas reduzir salários com redução proporcional de jornada durante a crise do coronavírus.
"Não é desabafo, é uma realidade. Entregar a relatoria da flexibilização do contrato para o PCdoB é para não resolver", disse. E acrescentou, novamente sem citar diretamente Maia: "Tem gente que não é do governo, tá lá dentro de outra Casa que não quer resolver o assunto, parece que fizeram acordo com a esquerda", declarou.
Sem entrar em detalhes, o presidente disse que com a relatoria nas mãos do partido a tendência do Brasil é "afundar". "Quando se bota alguém do PCdoB... Só no Brasil mesmo, o Partido Comunista do Brasil falar em democracia e liberdade do trabalho, só no Brasil mesmo. Então a tendência é a gente afundar mesmo, essa que é a tendência", declarou.

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