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Menção a ditadura militar

Bolsonaro desautoriza filho e diz que Eduardo 'está sonhando' sobre AI-5

O deputado federal afirmou em entrevista à jornalista Leda Nagle que, se a esquerda radicalizasse, a resposta do governo poderia ser com um novo AI-5

Publicado em 31 de Outubro de 2019 às 16:41

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 out 2019 às 16:41
Jair Bolsonaro, presidente da República Crédito: Isac Nóbrega/PR
Após repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) desautorizou nesta quinta-feira (31) a declaração do filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que, caso a esquerda radicalize, uma resposta pode ser um novo AI-5.
Na saída do Palácio do Alvorada, ele afirmou que qualquer um que fale em AI-5 neste momento no país "está sonhando" e pediu que o posicionamento seja cobrado não dele, mas do filho. "Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando. Está sonhando, está sonhando. Não quero nem ver notícia nesse sentido aí", disse o presidente. "Cobrem dele", afirmou Bolsonaro, referindo-se ao filho.
O presidente pediu para esquecer a possibilidade de reedição da medida da ditadura militar (1964-1985). "O AI-5 existia no passado, existia em outra Constituição. Não existe mais. Esquece", afirmou.
A afirmação de Eduardo foi feita em entrevista à jornalista Leda Nagle realizada na segunda-feira (28) e publicada nesta quinta-feira (31) no canal dela no YouTube. "Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre -eu já morei lá em Rondônia, sei como é que é, sempre ocorre nessa estação- culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa -culpa do Bolsonaro", seguiu.
"Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada", afirmou o parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro. 
"O que faz um país forte não é um Estado forte. São indivíduos fortes. A conjectura não tem que ser futura, ela tem que ser presente. Quem é o presidente dos Estados Unidos agora? É o Trump. Ele se dá bem com o Bolsonaro? Se dá muito bem. Então vamos aproveitar isso aí", continuou.

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