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Plano de governo

Bolsonaro contraria próprio plano e ataca união homoafetiva

Programa divulgado nesta terça-feira (14) afirma que 'família, seja como for, é sagrada'

Publicado em 14 de Agosto de 2018 às 20:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 ago 2018 às 20:11
Jair Bolsonaro Crédito: Divulgação
Poucas horas após registrar sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (14), o programa de governo de Jair Bolsonaro (PSL) foi contestado pelo próprio candidato. Apesar de o material defender que a família, "seja como for, é sagrada", e que o Estado não deve interferir nas vidas dos cidadãos, Bolsonaro negou que esteja fazendo um aceno às famílias homoafetivas.
Ele voltou a defender que apenas a união heterossexual pode ser considerada uma família. Segundo Bolsonaro, quem pensar o contrário deve propor uma mudança na Constituição Federal.
"Não (é um aceno). Você vai no parágrafo segundo do artigo 226 da Constituição. Para efeito de proteção do Estado, é considerado família a união entre homem e mulher. Se alguém quiser achar que dois homens e duas mulheres são uma família, que proponha a mudança da Constituição", disse Bolsonaro ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas na tarde desta terça-feira (14), após registrar presença na Câmara e viajar para São Paulo, onde alegou que não sabia da votação que ocorreria na Casa.
Criticado por opiniões consideradas racistas, machistas e autoritárias, o programa de governo de Bolsonaro começa indicando um tom conciliador para um Brasil de "diversas opiniões, cores e orientações". Segundo o material, as pessoas devem ter liberdade de fazer suas escolhas e viver com os frutos dessas escolhas. O plano a família, "seja ela como for, é sagrada e o Estado não deve interferir em nossas vidas".
Bolsonaro registrou no TSE a candidatura de sua chapa nas eleições de 2018. O capitão do Exército declarou um patrimônio de R$ 2,286 milhões, e terá como candidato a vice o general Hamilton Mourão (PRTB).

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